Etiqueta: atirar

Havia uma pessoa que adorava pescar num rio perto da sua casa.
Já lá ia durante muitos anos, até que certo dia, ao chegar ao local, depara-se com um sinal a proibir a pesca naquela zona. Mas, como já pescava por ali durante tanto tempo, acabou por ignorar o sinal e deu início à pesca.

Algumas horas mais tarde, já com alguns peixes no seu balde, aparece um agente da GNR:
– Boa tarde, o senhor tem conhecimento da proibição de pesca neste local?
– Por acaso sim, sabia, mas eu também não estou a pescar.
– Não? E esses peixes aí no balde, são o quê?
– Eu ando a treinar estes peixes. Eu atiro-os ao rio e, assim que assobiar, eles nadam até mim e saltam para o balde.

O agente da GNR, intrigado e a rir, comenta:
– Gostaria de ver isso!

Então o pescador acaba por atirar o peixe de volta ao rio e o agente fica à espera.
Alguns minutos depois, o agente pergunta:
– Então?! Não vai chamar o peixe de volta?
Ao que o pescador responde:
– Peixe? Qual peixe?

Seu João pensou melhor e decidiu que os ferimentos que sofreu num acidente de trânsito eram sérios o suficiente para levar a transportadora (dona da pick up) para o tribunal.
No tribunal, o advogado da transportadora começou a inquirir seu João:

  • O Senhor não disse na hora do acidente: “Estou bem”?

Seu João responde:

  • Bem, vou lhe contar o que aconteceu, eu tinha acabado de colocar minha mula favorita na caminhonete…
  • Eu não pedi detalhes, – interrompeu o advogado – só responda a pergunta. O Senhor não disse na cena do acidente: “Estou bem”?
  • Bem, eu coloquei a mula na caminhonete e estava descendo a rodovia…

O Advogado interrompe novamente e diz:

  • Meritíssimo, estou tentando estabelecer os fatos aqui, na cena do acidente este homem disse ao patrulheiro rodoviário que estava bem. Agora, várias semanas após o acidente ele está tentando processar meu cliente, isso é uma fraude. Por favor poderia dizer a ele que simplesmente responda a pergunta?

Mas a essa altura o Juiz estava muito interessado na resposta de Seu João e disse ao advogado:

  • Eu gostaria de ouvir o que ele tem a dizer.

Seu João agradeceu ao Juiz e prosseguiu:

  • Como eu estava dizendo, eu coloquei a mula na caminhonete e estava descendo a rodovia quando uma pick up atravessou o sinal vermelho e bateu na minha caminhonete bem na lateral. Eu fui lançado fora do carro para um lado da rodovia e a mula foi lançada ao outro lado. Eu estava muito ferido e não queria me mover. De qualquer forma eu podia ouvir a mula zurrando e grunhido e pelo barulho eu pude perceber que o estado dela era muito ruim.

Logo após o acidente o patrulheiro rodoviário chegou ao local. Ele ouviu a mula gritando e zurrando e foi até onde ela estava. Depois de dar uma olhada nela ele pegou a arma e atirou bem entre os olhos do animal. Então o policial atravessou a estrada com sua arma na mão, olhou para mim e disse:

  • A mula estava muito mal e eu tive que atirar nela, como está se sentindo?
O rapaz chegou na loja de armas para comprar uma mira de rifle.

– Me dá a melhor que você tiver!
– Essa aqui é muito boa – garantiu o vendedor – é tão boa que se você mirar agora em cima daquele morro, consegue ver dentro da minha casa!!!

O rapaz mirou, então, em cima do morro. Olhou um bocado e começou a rir.

– Do que você está rindo? – perguntou o vendedor.
– É que eu estou vendo um homem pelado ao lado de uma mulher pelada…

O vendedor tomou a mira da mão dele e olhou para casa. Ficou furioso. Entregou duas balas para o rapaz e lhe disse:

– Vamos fazer um trato. Eu lhe dou essas balas e se você acertar um tiro na cabeça da vaca da minha mulher e outro no pinto desse sujeito desgraçado, você leva a mira de graça…

O rapaz aceitou a oferta, satisfeito. Carregou a arma e mirou em direção à casa. Mas antes de atirar, virou-se para o vendedor e sorriu, sacana:

– Quer saber? Acho que vou gastar uma bala só!!!

Carminha, aquela moça bem feiosa, infeliz, tão desajeitada que nunca tinha conseguido arrumar um namorado, foi pedir auxílio a uma cartomante.

Depois de por as cartas, a Cartomante diz::

-Minha querida, nessa vida, você não vai ser muito feliz no amor. Mas na próxima encarnação, você será uma mulher muito desejada e todos os homens se arrastarão aos seus pés. Carminha saiu de lá muito feliz e ao passar uma ponte sobre uma rodovia, pensou:

“Quanto mais cedo eu morrer, mas cedo começará a minha outra vida!”

E decidiu se atirar lá de cima da ponte. Mas, por uma incrível coincidência, a moça não morreu, porque Carminha caiu de costas em cima de um caminhão carregado de bananas. Com a queda, perdeu os sentidos. Assim que se recuperou, ainda tonta e sem saber onde estava, começou a apalpar em volta e, sentindo as bananas, sussurrou, com um sorriso nos lábios…

-Um de cada vez! Por favor! Um de cada vez! Façam uma fila.

Durante a Grande Guerra, os soldados russos lutam ferozmente nas suas trincheiras contra o inimigo. De pé, com a espingarda sempre em actividade, procuram um alvo na trincheira que está a uma curta distância, em frente deles. O sargento passeia-se satisfeito com o patriotismo e a lealdade dos seus subordinados, até que de repente descobre que Moisés, o único soldado judeu do batalhão, aponta a espingarda para cima e dirige para lá as balas.
– Imbecil – grita-lhe –, tens de atirar em frente.
– Como em frente? Não vê que em frente há homens?