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A polícia secreta quer contratar um agente para uma missão delicada. Após terem feito uma pré-selecção de três homens, começam a entrevistá-los individualmente.
O primeiro homem entra no gabinete e senta-se com ar de ser um tipo teso.
— O senhor gosta da sua mulher? — pergunta-lhe o responsável pela entrevista.
— Sim — responde o outro com firmeza.
— O senhor ama o seu país?
— Sim.
— Qual vem em primeiro lugar, a sua mulher ou o seu país?
— O meu país — responde o homem sem hesitar.
— Muito bem — diz o outro com indiferença —, aqui está esta arma. A sua mulher está na sala ao lado. Vá lá e acabe com ela.
Desvairado, o homem pega na arma e entra na sala ao lado. Ao fim de 5 minutos ainda não se tinha ouvido um som. Nessa altura o homem volta ao gabinete. Está a transpirar e parece muito transtornado. Pousa a arma na secretária e sai sem uma palavra.
O segundo homem entra e o episódio repete-se.
Finalmente, a mesma arma é entregue ao terceiro homem. Ele pega-lhe e entra na sala ao lado. Ouvem-se estampidos: seis, precisamente. Depois disso ouvem-se ainda ruídos de luta e o terceiro homem volta, descomposto, vermelho e a arfar:
— A pistola que me deu só tinha balas falsas — explica ao entrevistador —, de maneira que tive de a estrangular…

Um tipo aproveitou a cunha de um tio, concorreu a guarda de passagem de nível na CP e foi chamado para uma entrevista.
— Que fazia o senhor — perguntaram-lhe — se visse que dois comboios iam em direcção um ao outro e estavam prestes a chocar?
— Mudava as agulhas de um dos comboios — respondeu ele, que tinha a lição sabida.
— E se a coisa não funcionasse?
— Corria para a linha —disse ele sem se atrapalhar— e usava a alavanca manual para trocar as agulhas.
— E se a alavanca manual estivesse partida?
— Sinalizava de maneira que os comboios vissem a tempo de travar.
— E se o mecanismo falhasse?
O tipo pensou, voltou a pensar, ponderou muito bem e respondeu:
— Nesse caso ia chamar o meu tio…
— Porquê? Por ele ter experiência de trabalhar com comboios?
— Não, porque em toda a sua vida nunca viu dois comboios chocarem…

Um homem está no hospital à beira da morte, cheio de tubos para mantê-lo vivo o máximo possível, mas como parecia que estava nos momentos finais de vida, a família chama o padre para fazer as últimas orações.
Quando o padre senta-se ao lado do homem, o estado dele parece piorar rapidamente, e ele pede freneticamente com gestos algo para escrever.
O padre dá-lhe um bloco e uma caneta, e o doente escreve algo, sendo que, logo de seguida, acaba por morrer.
O padre faz umas orações e guarda o bloco sem ler.
No enterro, depois da cerimónia, o padre mexe no bolso e encontra o bloco, e lembra-se de que o homem tinha escrito algo.
Ele aproveita a presença de todos e diz:
– O nosso amigo ainda chegou a escrever algo neste bloco antes de morrer. Acho que todos gostariam de saber qual foi o seu último pensamento.
Ele abre o bloco e lê em voz alta:
– Você está a pisar o meu tubo de oxigênio!