Actualizações recentes

No Tribunal da Golegã, um réu, muito esfarrapado, afirmava e jurava por alma de todos os seus defuntos que um relógio que o acusavam de ter roubado era dele.
— Ora bem — disse-lhe o juiz — Como é que você pode justificar ser o dono de um objecto de tanto valor?
— Era do meu pai.
— Seu pai nunca teve, decerto, rendimentos que lhe permitissem ter um relógio assim!
— Teve, sim senhor: era gatuno.

Um turista entra num restaurante da cidadezinha espanhola e pede a especialidade da casa.
– Garçom! Que espécie de carne é esta? – pergunta quando é servido o prato.
– São cojones, señor… Os testículos do touro que foi morto hoje na arena da cidade.
Desconfiado, o turista experimenta e gosta. Volta no dia seguinte. Quando o garçom traz o prato, ele nota que há alguma diferença.
– Escuta aqui. Estes cojones são bem menores do que aqueles que você me serviu ontem!
– É verdade, señor. Mas o señor há de convir… nem sempre o touro perde…

Joãozinho falava com sua mãe pedindo uma bicicleta nova. Sua mãe decidiu que seria uma boa oportunidade para ele tomar consciência das suas atitudes e falou:

  • Bem, Joãozinho, agora não é época de Natal e nós não temos dinheiro para ir comprar qualquer coisa que tu queiras. Que tal escreveres uma carta para Jesus e pedir para ganhar uma bicicleta?

Ele finalmente resolveu se sentar e escrever a tal carta:
“Querido Jesus: Fui um menino bonzinho este ano e gostaria de ganhar uma bicicleta nova. Seu amigo, Joãozinho.”
Mas Joãozinho lembrou-se que, na verdade, Jesus sabia que tipo de menino ele era. Então, rasgou a carta e resolveu tentar mais uma vez.
“Querido Jesus: Tenho sido um menino querido este ano e quero uma bicicleta nova. Sinceramente, Joãozinho.”
Bem, Joãozinho sabia que não estava a ser totalmente honesto. Rasgou a carta mais uma vez e tentou novamente.
“Querido Jesus: Acho que fui um menino bonzinho este ano. Posso ganhar uma bicicleta ? Joãozinho.”
Foi então que Joãozinho olhou para o fundo de sua alma, o que, aliás, era o que sua mãe queria desde o começo. Amassou mais uma vez a carta e saiu para a rua e entrou numa igreja. Meditou sobre o que ia fazer e repentinamente agarra numa imagem de uma santa e sai a correr para casa. Escondeu a santinha em baixo da sua cama e escreveu a seguinte carta:
“Jesus, tenho a sua mãe! Se quiser vê-la novamente, dê-me uma bicicleta!
Assinado: Você sabe quem.”

O Joãozinho estava a fazer os trabalhos das férias em casa da avó, quando se depara com a seguinte tarefa: “Escrever uma frase acerca de um passeio dado.”
A avó, que estava ao lado, aconselha-o a dizer a frase em voz alta, antes de ela a escrever.
– Está bem – diz o rapaz – Então a frase é: “No domingo passado, eu e os meus pais estivamos na praia.”
– “Estivemos” – corrige a avó.
– Não avó! – contraria o Joãozinho – tu não estavas!

Uma mulher muito charmosa e atraente, que está num bar, gesticula charmosamente para o barman, que imediatamente se aproxima. Quando ele chega, ela, muito sedutora, faz sinal para que ele aproxime o seu rosto do dela.
Ela começa a gentilmente acariciar o cabelo e a barba, passando os dedos carinhosamente. Ela pergunta:
– Você é o proprietário? – passando vagarosamente as duas mãos no seu rosto.
– Não – responde ele.
– Podes chamá-lo? Preciso falar com ele! – diz ela, afagando os cabelos do barman.
– Acho que não posso ajudar-te. Ele não está aqui hoje – diz o empregado, já profundamente excitado com a situação.
– Posso fazer alguma coisa por ti?
– Claro que pode. Preciso que lhe dê um recado – diz ela, e enfia dois dedos na boca do barman, deixando-o chupá-los levemente.
– Diga-lhe que não tem papel higiénico na casa de banho das mulheres!

Em Moscovo, em pleno Inverno, e ainda no tempo do império, os agitadores Hermann, Ivan e Zeilu estão prestes a ser fuzilados, pesando sobre eles a acusação de inimigos da sociedade. Antes da execução, um carcereiro anuncia-lhes que, uma vez que vão morrer, a lei lhes faculta pedirem o que quiserem, pois que a sua última vontade será atendida.
Hermann pede papel de carta para escrever a despedir-se da família. Ivan manifesta o desejo de fumar um bom charuto. Zeilu pede, por fim: Quero que me tragam morangos.
— Mas nesta época não há! — observou o carcereiro.
— Não faz mal. Não me importo de esperar.

Um suíço pára o seu carro junto a dois alentejanos e pergunta:
– Entschuldigung, koennen sie Deutsch sprechen?
Os dois alentejanos ficam mudos.
O suíço torna a perguntar:
– Excusez-moi, parlez-vous français?
Os dois continuam a olhar para ele, impávidos e serenos.
– Prego signori, parlate italiano?
Nada.
– Hablan ustedes español?
Nenhuma resposta.
– Please, do you speak English?
Nada.
Angustiado, o suíço desiste e vai-se embora.
Vira-se um dos alentejanos para o outro:
– Se calhar devíamos aprender uma língua estrangeira…
– Atão, p’ra quê? Aquele gajo sabia cinco e não lhe adiantou de nada!

Uma professora pergunta aos seus alunos onde Deus está. O Pedro levanta-se e diz:
– Deus está no céu!
A Maria levanta-se e diz:
– Deus está no céu e no nosso coração!
A professora contente pergunta:
– E tu Joãozinho, não vais dizer nada?
– Vou sim professora! Deus está na casa de banho! – responde o Joãozinho.
– Na casa de banho?! – pergunta a professora.
– Sim, porque a minha mãe está sempre a dizer: “Meu Deus, ainda estás na casa de banho?”

Um jovem casal que ganhara muitos e valiosos presentes de casamento instalou o seu lar num bairro da zona sul. Certa manhã, receberam pelo correio duas entradas para uma peça musical que estava em cena na cidade, juntamente com um bilhete com a seguinte e única frase:
— Adivinhem quem mandou?
Tentaram descobrir, pela letra, quem era o gentil ofertante, mas não chegaram a uma conclusão. A noite, foram ao teatro e divertiram-se com a peça. Voltando tarde para casa, e ainda tentando adivinhar a identidade de quem havia mandado as entradas, depararam com o apartamento «depenado» de todos os objectos valiosos.
Sobre a mesa da sala de jantar encontraram um bilhete escrito com a mesma caligrafia do que acompanhara as entradas de teatro, e que dizia: «Agora já sabem.»