Um bebado entra num autocarro e senta-se ao lado duma senhora. Diz ele:
– Bolas, você é muito feia!
– E você está bebado!
– Tá bem, mas isto amanhã passa-me!
Estavam uns garotos a brincar no pátio da igreja por alturas do Natal. Até que um deles sem querer esbarra num dos bonecos do presépio e parte-o. Passado um bocado chega o padre:
- Quem é que partiu o pastor?
Todos ficam muito calados até que depois de muita insistência o culpado se acusa.
- Então tens de pagar o estrago.
- Eu não tenho dinheiro senhor padre.
- Então paga o teu pai.
- Eu não tenho pai.
- Paga a tua mãe!
- Também não tenho mãe…
- Então não tens ninguém? És sozinho no mundo?
- Não! Eu tenho uma irmã mais velha.
- Pronto paga ela.
- Ela também não pode pagar, não tem dinheiro. É freira.
- Não se diz freira; diz-se esposa de Cristo.
- Ah, então o meu cunhado que pague!…
— A minha primeira mulher morreu por ter comido cogumelos venenosos, coitadinha…
— Oh, que horror! E a segunda!
— A segunda morreu de uma pancada na cabeça.
— Ah… como foi isso?
— Ela não queria comer os cogumelos…
– Como é que convences o teu marido, José, a chegar cedo a casa?
– Foi muito simples. Numa noite em que ele chegou tarde, sussurrei-lhe ao ouvido: «És tu, Miguel?»
No Tribunal da Golegã, um réu, muito esfarrapado, afirmava e jurava por alma de todos os seus defuntos que um relógio que o acusavam de ter roubado era dele.
— Ora bem — disse-lhe o juiz — Como é que você pode justificar ser o dono de um objecto de tanto valor?
— Era do meu pai.
— Seu pai nunca teve, decerto, rendimentos que lhe permitissem ter um relógio assim!
— Teve, sim senhor: era gatuno.
Um turista entra num restaurante da cidadezinha espanhola e pede a especialidade da casa.
– Garçom! Que espécie de carne é esta? – pergunta quando é servido o prato.
– São cojones, señor… Os testículos do touro que foi morto hoje na arena da cidade.
Desconfiado, o turista experimenta e gosta. Volta no dia seguinte. Quando o garçom traz o prato, ele nota que há alguma diferença.
– Escuta aqui. Estes cojones são bem menores do que aqueles que você me serviu ontem!
– É verdade, señor. Mas o señor há de convir… nem sempre o touro perde…
Joãozinho falava com sua mãe pedindo uma bicicleta nova. Sua mãe decidiu que seria uma boa oportunidade para ele tomar consciência das suas atitudes e falou:
- Bem, Joãozinho, agora não é época de Natal e nós não temos dinheiro para ir comprar qualquer coisa que tu queiras. Que tal escreveres uma carta para Jesus e pedir para ganhar uma bicicleta?
Ele finalmente resolveu se sentar e escrever a tal carta:
“Querido Jesus: Fui um menino bonzinho este ano e gostaria de ganhar uma bicicleta nova. Seu amigo, Joãozinho.”
Mas Joãozinho lembrou-se que, na verdade, Jesus sabia que tipo de menino ele era. Então, rasgou a carta e resolveu tentar mais uma vez.
“Querido Jesus: Tenho sido um menino querido este ano e quero uma bicicleta nova. Sinceramente, Joãozinho.”
Bem, Joãozinho sabia que não estava a ser totalmente honesto. Rasgou a carta mais uma vez e tentou novamente.
“Querido Jesus: Acho que fui um menino bonzinho este ano. Posso ganhar uma bicicleta ? Joãozinho.”
Foi então que Joãozinho olhou para o fundo de sua alma, o que, aliás, era o que sua mãe queria desde o começo. Amassou mais uma vez a carta e saiu para a rua e entrou numa igreja. Meditou sobre o que ia fazer e repentinamente agarra numa imagem de uma santa e sai a correr para casa. Escondeu a santinha em baixo da sua cama e escreveu a seguinte carta:
“Jesus, tenho a sua mãe! Se quiser vê-la novamente, dê-me uma bicicleta!
Assinado: Você sabe quem.”
Na aula de português, pergunta o professor ao Joãozinho:
– Chovia, que tempo é?
E responde o Joãozinho:
– É tempo muito mau, senhor professor…
O professor diz aos alunos:
– Hoje estou feliz, e por isso, quem responder corretamente à próxima pergunta que eu farei, pode sair de imediato.
Ouvindo isto, o Joãozinho, traquinas como é, atira o lápis para o fundo da sala!
– Quem é que fez isso? – pergunta o professor.
– Fui eu! – responde o Joãozinho – sempre já posso sair?
O Joãozinho estava a fazer os trabalhos das férias em casa da avó, quando se depara com a seguinte tarefa: “Escrever uma frase acerca de um passeio dado.”
A avó, que estava ao lado, aconselha-o a dizer a frase em voz alta, antes de ela a escrever.
– Está bem – diz o rapaz – Então a frase é: “No domingo passado, eu e os meus pais estivamos na praia.”
– “Estivemos” – corrige a avó.
– Não avó! – contraria o Joãozinho – tu não estavas!
— Quer o senhor dizer que matou a sua avozinha, só para lhe roubar cinco euros?
— Bem, o sr. Dr. Juiz compreende: cinco euros aqui, cinco ali…
Uma mulher muito charmosa e atraente, que está num bar, gesticula charmosamente para o barman, que imediatamente se aproxima. Quando ele chega, ela, muito sedutora, faz sinal para que ele aproxime o seu rosto do dela.
Ela começa a gentilmente acariciar o cabelo e a barba, passando os dedos carinhosamente. Ela pergunta:
– Você é o proprietário? – passando vagarosamente as duas mãos no seu rosto.
– Não – responde ele.
– Podes chamá-lo? Preciso falar com ele! – diz ela, afagando os cabelos do barman.
– Acho que não posso ajudar-te. Ele não está aqui hoje – diz o empregado, já profundamente excitado com a situação.
– Posso fazer alguma coisa por ti?
– Claro que pode. Preciso que lhe dê um recado – diz ela, e enfia dois dedos na boca do barman, deixando-o chupá-los levemente.
– Diga-lhe que não tem papel higiénico na casa de banho das mulheres!
Em Moscovo, em pleno Inverno, e ainda no tempo do império, os agitadores Hermann, Ivan e Zeilu estão prestes a ser fuzilados, pesando sobre eles a acusação de inimigos da sociedade. Antes da execução, um carcereiro anuncia-lhes que, uma vez que vão morrer, a lei lhes faculta pedirem o que quiserem, pois que a sua última vontade será atendida.
Hermann pede papel de carta para escrever a despedir-se da família. Ivan manifesta o desejo de fumar um bom charuto. Zeilu pede, por fim: Quero que me tragam morangos.
— Mas nesta época não há! — observou o carcereiro.
— Não faz mal. Não me importo de esperar.
Debaixo de uma árvore de natal, toda iluminada, diz um cão ao outro:
- “Finalmente, puseram luz na WC!”
Um suíço pára o seu carro junto a dois alentejanos e pergunta:
– Entschuldigung, koennen sie Deutsch sprechen?
Os dois alentejanos ficam mudos.
O suíço torna a perguntar:
– Excusez-moi, parlez-vous français?
Os dois continuam a olhar para ele, impávidos e serenos.
– Prego signori, parlate italiano?
Nada.
– Hablan ustedes español?
Nenhuma resposta.
– Please, do you speak English?
Nada.
Angustiado, o suíço desiste e vai-se embora.
Vira-se um dos alentejanos para o outro:
– Se calhar devíamos aprender uma língua estrangeira…
– Atão, p’ra quê? Aquele gajo sabia cinco e não lhe adiantou de nada!
Sabem porquê que os alentejanos andam sempre com uma navalha no bolso e os ribatejanos não?
É que uns defendem-se com a navalha e outros com os cornos.