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Dois beatos estavam numa igreja à espera do sermão. Como se demorasse, diz um para o outro.
— Vamos ali defronte beber meio litro, enquanto não chega o padre?
Foram e, quando voltaram, ainda nada de pregador. Nova demora. Apertou a sede, e repetição do mesmo convite:
— Vamos beber outro meio.
Recusa o companheiro, e nisto chega o pregador. Sobe ao púlpito, e diz:
— Meus amados irmãos: para um cristão se salvar bastam dois meios…
— O companheiro, tocando no braço do outro:
— Eu não disse? Vamos lá beber o outro meio e estamos salvos.

Todas as noites, ao deitar-se, o bêbado atirava as botas ao chão com violência. O vizinho do andar de baixo, tantas vezes foi acordado por aqueles estrondos, que um dia não se conteve. Saiu-lhe ao caminho, fez-lhe ver que aquilo o incomodava, porque tinha de se levantar cedo, e às vezes acordava tão sobressaltado que já não conseguia dormir. O bêbado desculpou-se e prometeu não tornar a atirar com as botas.
Nessa noite, duas da madrugada, o bêbado, ao deitar-se, arremessa a primeira bota. Acorda o vizinho de baixo, amaldiçoa a sua sorte, e fica esperando ouvir cair a segunda bota, para depois tentar adormecer. Espera, acende um cigarro, pega no jornal, impacienta-se, vê passar uma hora… e resolve subir ao andar de cima. Bate à porta até o bêbado lhe responder, e pergunta:

  • Ó vizinho! Então quando é que deixa cair a outra bota?

Responde o outro, chateado e ensonado:

  • Eu esta noite pus a outra bota no chão com muito cuidado.

O bêbado, com um trapo velho, anda a tourear tudo o que vê: pessoas, candeeiros, automóveis, manequins e vai soltando «olés!» de satisfação. O polícia leva-o para a esquadra e, aí, o bêbado toureia o chefe da esquadra, que sem meias medidas lhe assenta uma bofetada que o atira ao chão. O bêbado levanta-se, tenta empertigar-se, e diz com a altivez que a bebedeira permitia:
— Saiba V. Ex. que em 15 anos de toureio é a primeira vez que sou colhido!

O homem embriagava-se habitualmente mas não desistia de andar de bicicleta, e a mulher avisava-o:
— Ó homem, tu andas de bicicleta nesse estado, e um dia vais parar ao hospital…
Respondia ele:
— Deixa lá, mulher; tu não vês que Deus me guarda?
Um dia caiu, e foi mesmo parar ao hospital. A mulher foi vê-lo:
— Eu não te dizia que um dia havias de vir parar ao hospital? Dizias «Deus guarda-me», «Deus guarda-me» mas agora não te guardou…
— Oh, mulher! Tu não vês que Deus há só um, e os bêbados ontem eram tantos.

Cansada das brincadeiras sobre sua burrice, a loira resolveu pintar o cabelo de preto.
Para comemorar o novo visual, foi dar uma volta de carro pelo campo e lá encontrou um pastor de ovelhas:
— Bom dia, senhor pastor! Que lindo rebanho o senhor tem!
— Obrigado!
— Se eu acertar quantas ovelhas há em seu rebanho, eu ganho uma?
— Claro! Duvido que a senhora seja capaz!
— São 627!
— Impressionante! Esse e o número exato de ovelhas do meu rebanho. Pode escolher uma, ela e sua!
A loira olhou com atenção todas aquelas ovelhas macias e, depois de muito acariciá-las, selecionou uma e quando a estava levando para o carro o pastor chamou:
— Moça! Se eu adivinhar a cor original do seu cabelo, a senhora devolve o meu cachorro?

Não se sabe como, mas um turco conseguiu pegar dinheiro emprestado de um Judeu. Acontece que o Turco nunca pagava nenhuma de suas dívidas e o judeu nunca deixava de receber o que lhe deviam. O tempo passa, o turco enrolando e o Judeu atrás dele. Até que um dia eles se cruzaram no bar de um português e começaram uma discussão. O turco encurralado não encontrou outra saída, pegou um revólver encostou na própria cabeça e disse:

  • Eu posso ir para o inferno, mas não pago esta dívida!

E puxou o gatilho, caindo morto no chão.
O judeu não quis deixar por menos, pegou o revólver do chão, encostou na sua cabeça e disse:

  • Eu vou receber esta dívida, nem que seja no inferno!

E puxou o gatilho, caindo morto no chão.
O português, que observava tudo, pegou o revólver do chão, encostou na sua cabeça e disse:

  • Pois eu não perco esta briga por nada!

Uma loira e um advogado estão sentados lado a lado num vôo de São Paulo para Belém.
De repente o advogado diz:
Eu aprendi um jogo interessante aqui em São Paulo! Você não quer jogar comigo?
Não, moço… Obrigado… Eu só quero dormir mesmo! ? e vira pro lado pra tirar uma soneca.
Por favor! ? insiste o advogado ? É um jogo fácil e bastante divertido!
Como é esse jogo? ? pergunta a loira contrariada.
É assim: eu te faço uma pergunta e se você não souber a resposta me paga cinco reais! Aí depois é a sua vez!
A loira pensou, pensou e disse:
Não estou interessada! ? virando novamente pra tirar uma soneca.
OK, então se você não souber a resposta me paga cinco reais e se eu não souber, te pago quinhentos!
Tá bom, vai! ? finalmente concordou a loira ? Faz logo a primeira pergunta!
Qual a distancia exata entre a Terra e a Lua?
A loira não disse nenhuma palavra, abriu a bolsa, pegou cinco reais e entregou ao advogado. Então ela perguntou:
O que é que sobe a montanha com três pernas e desce com quatro pernas?
O advogado pensou, pensou e pagou os quinhentos reais para a loira.
Muito obrigada! Foi um prazer jogar com você! ? disse ela, virando-se para tirar a tão desejada soneca.
Peraí! ? diz o advogado ? Qual é a resposta da sua pergunta?
Então a loira abriu a bolsa, deu cinco reais ao advogado e voltou a dormir.