Autor: Anedota

Um sujeito vai visitar um amigo deputado e aproveita para lhe pedir um emprego para o filho, que tinha acabado de completar o décimo segundo ano.
— Eu tenho uma vaga de assessor, só que o ordenado não é muito bom…
— Quanto é, doutor?
— Pouco mais de dez mil euros.
— Dez mil? Mas é muito dinheiro para o garoto! Ele não vai saber o que fazer com tudo isso. Não tem vaga mais modesta?
— Só se for para trabalhar na Assembleia. Meio período. Estão a pagar cinco mil!
— Ainda é muito, doutor! Isso vai acabar por estragar o rapaz. O senhor não tem um emprego que pague uns mil ou até mil e duzentos euros?
— Ter, tenho. Mas aí é só por concurso e é para quem tem curso superior em Engenharia, Administração, Medicina, Economia, Direito ou Contabilidade, etc. E ainda tem de possuir bons conhecimentos em informática, além de inglês, francês e espanhol fluentes…

— Joana — disse o orgulhoso pai —, vou saber o que o nosso filho será quando for crescido… Observa…
Pôs, então, uma nota de cinquenta euros sobre a mesa, para representar a carreira bancária, ao lado colocou uma Bíblia, representando a carreira eclesiástica, e junto uma garrafa de uísque, para representar a vagabundagem. A seguir, esconderam-se num local donde pudessem ver os artigos que estavam em cima da mesa.
O garoto entrou na sala e observou os objectos arrumados sobre a mesa. Olhou à sua volta e viu que estava sozinho. Observou a nota contra a luz e folheou a Bíblia. Depois, olhou de novo à sua volta e, rapidamente, tirou a rolha da garrafa e cheirou o conteúdo. E, de um gesto, meteu a nota na algibeira, colocou a Bíblia debaixo do braço, apanhou a garrafa pelo gargalo e saiu apressadamente da sala, muito alegre.
— Meu Deus! — exclamou o pai. — Ele vai ser político!

Um presidente de câmara do interior queria construir uma ponte e chamou três empreiteiros: um alemão, um americano e um português.
— Faço por três milhões de dólares — disse o alemão. — Um pela mão-de-obra, um pelo material e um para o meu lucro.
— Faço por seis milhões — propôs o americano. — Dois pela mão-de-obra, dois pelo material e dois para mim. Mas o serviço é de primeira.
— Faço por nove milhões — disse o português.
— Nove? — espantou-se o presidente — É de mais! Porquê?
— Três para mim, três para si e três para o alemão fazer a obra!

— E o seu filho, está bem? — Pois está. Está lá pra Lisboa há muitos anos. Não é por ser meu filho, mas é muito esperto. Anda lá com aqueles senhores da alta, com aquela gente assim. Sim, senhor. E está muito bem. Vive muito bem.
— Muito me conta. Mas em que é que ele se emprega?
— Olhe, nem sei bem. Ele agora é lá daqueles que falam muito: é… como é que se chama aquilo? É daqueles… é doputedo. É doputedo.

Num comboio havia um miúdo acompanhado pela mãe que era mais feio que os feios, ao ponto de que sempre que ele entrava numa carruagem todas as pessoas começavam a benzerem-se e tapavam os olhos, perante tal espectáculo a mãe resolveu levar o miúdo para outra carruagem, quando entraram viram que apenas lá estava um alentejano a comer melancia, este olhou para a criança mas não fez caso e continuo a comer a melancia, a mãe feliz vira-se para o filho e diz “estás a ver filho afinal existem pessoas que conseguem ver o bom coração das pessoas”, o alentejano quando acabou de comer a melancia vira-se para a mãe e diz : “A Sra. Desculpe, mas o bichinho come as cascas?”

São 8 da manhã, já tinha chegado a hora para as consultas e posteriores análises. O Doutor gostava de guardar garrafas de Whisky nos armários, veio de casa todo cansado e esqueceu o frasco de medicamento para os pacientes.
-Então? Trouxe-me o frasco de dilacetilamidofiaramido? – Perguntou o Dr. ao enfermeiro do laboratório.
-Não senhor, disse o enfermeiro, procurei-o em vão nos armários. O frasco desapareceu.
-Exclamou o pobre Doutor com um pulo! Marotos! Descobriram outra vez a minha garrafa de Whisky.

O miúdo chega à esquadra esbaforido, e diz:
— Senhor guarda, venha já depressa. Um patife está a querer matar o meu pai.
O polícia corre e vê dois homens apertando as goelas um ao outro.
— Eu vou separá-los — diz o guarda. Mas qual é o teu pai?
— É isso mesmo que eu não sei. E é por isso que eles se querem matar.