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Abalou para Lisboa a cavalo num burro e chegou a Lisboa, coitado, prendeu o burro lá àquela casa amarela que é o eléctrico, prendeu o burro lá à casa amarela, O carro depois teve que andar e foi-se embora, mas o velhinho foi lá pedir a um hotel se havia lá quartel para ele dormir. Chegou lá, disseram-lhe:
— Olhe, senhor, só cá há uma cama. Correram tudo! Só cá há um quarto.
Mas o velhinho pensou que, dormindo debaixo da cama, pagava menos. Deitou-se debaixo da cama. Depois, vieram uns noivos para passar a lua-de-mel, chegaram lá, pediram cama. Diz ele assim:
— Ó senhor, só há ali um quarto, já não temos mais nada.
Bem, os noivinhos lá foram para a cama; chegou lá a certa hora da noite, diz ela assim:
— Ai filho, está-me a saber tão bem que até vejo Lisboa toda. Vai assim o velho, debaixo da cama:
— Ai, menina, veja se vê o meu burro, que prendi-o a uma casinha amarela e nunca mais o cheguei a ver.

À noite, num café, um grupo de tipos parecia estar numa animada festarola. O dono do estabelecimento ia servindo as bebidas e a certa altura teve curiosidade e perguntou:
— Porque estão tão animados? Têm alguma coisa a celebrar?
— Sim — explicou logo um. — Acabámos um puzzle e só levámos dois meses!
— Dois meses?! Mas isso é imenso tempo! — exclamou o outro.
— O senhor diz isso porque não viu o que dizia na caixa!
— E o que era? — perguntou o outro.
— 2 a 3 anos!

Dois tipos entram numa taberna e o taberneiro diz–lhes:
— Contaram-me agora uma adivinha e queria saber se vocês são capazes de acertar na resposta: «Qual é a coisa qual é ela que tem quatro pernas e cheira mal que tresanda?»
Nenhum dos dois acerta, de maneira que o outro diz:
— São vocês os dois!
Os dois saem da taberna a sentirem-se gozados. Pouco depois encontram dois amigos e perguntam-lhes logo:
— Vejam lá se adivinham esta: «Qual é a coisa qual é ela que tem quatro pernas e cheira mal que tresanda?»
— Não sabemos — respondem os outros.
— Somos nós os dois …

O Chico, o Manei e o Quim andavam perdidos no deserto. Já não tinham camelos, nem comida, nem sequer uma gotinha de água, mas encontraram uma velha lâmpada de latão. Esfregaram a lâmpada e surgiu-lhes de repente um génio que lhes disse:
— Concedo-vos um desejo a cada um, mas olhem que é mesmo só um!
O Chico, que era muito caseiro, pediu:
— Eu queria era estar em casa com a minha Maria…
E de repente desapareceu da vista dos outros.
O Manei pediu:
— Eu queria era estar num hotel da capital, numa piscina cheia de mulheres boas!
E também ele desapareceu subitamente.
E o Quim percebeu que estava sozinho no meio do deserto, sem camelo, nem comida, nem sequer uma gotinha de água.
— Quem me dera que o Chico e o Manei estivessem aqui comigo…

A lâmpada fundiu-se, a mãe pediu um escadote ao vizinho e o moço desaparafusou-a. O pai mandou buscar outra lâmpada, mas quando o moço voltou, o vizinho do escadote tinha saído.
— Não faz mal — diz o pai —. Eu agacho-me, tu pões-te em pé, em cima de mim, e atarrachas a lâmpada.
Assim fizeram. Mas passou-se um bocado e o moço não saltava para o chão.
— Atão que raio é isto? Já estou cansado desta posição. Que diabo é que estás a fazer?
— Atão o que há-de ser?! Estou à espera que o pai ande à roda!