Um dia em que S. Pedro estava derreado disse-lhe Jesus:
— Pedro, vai descansar um bocadinho, que eu fico aqui a substituir-te.
S. Pedro ainda resistiu, mas acabou por aceitar a generosa oferta do Senhor.
Estava Jesus a ficar farto de esperar quando lhe apareceu finalmente o primeiro freguês, um velhote que subiu com dificuldade até às portas do Céu.
— Quem és tu? — perguntou Jesus com bondade. — E que fizeste para mereceres o Céu?
— Pouco… — respondeu o velho. — Eu era apenas um simples carpinteiro, mas fui pai de um filho muito invulgar…
— Que filho foi esse?
— Um rapaz que nasceu de uma forma muito fora do comum, como mais ninguém nascera ou voltou a nascer depois dele, e mais tarde ainda passou por uma grande transformação. Seja como for, tornou-se conhecido em todo o mundo e ainda hoje é amado por muitos e muitos homens.
Jesus aproximou-se do homem e abraçou-o comovidamente:
— Pai! — pronunciou baixinho, com lágrimas nos olhos.
O homem respondeu ao seu abraço, recuou surpreendido, olhou-o durante longos momentos e finalmente exclamou:
— Pinóquio!
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Um magnata do petróleo apresenta-se a S. Pedro e pede-lhe entrada no Céu.
— Isto está mau —diz-lhe S. Pedro—, o teu currículo aguenta-se, mas eu é que não tenho uma única vaga para magnatas do petróleo…
— Mas isso é uma injustiça!
— Só se… — reflecte S. Pedro. — Já sei! Podíamos convencer um dos outros a sair!
— E como?!
— Sei lá, homem! Vê lá se tens uma ideia!
— Já descobri! E não pode falhar!
— Explica-te! — pede S. Pedro.
— Lançamos o boato de que foi descoberto petróleo no Inferno: é certo e sabido que um deles vai querer ir para lá!
O boato é espalhado e os dois esperam algum tempo para ver se a coisa tem o efeito esperado. A certa altura ouve-se uma correria e uma quantidade de magnatas do petróleo atravessa as portas do Céu a acotovelar-se furiosamente. Nisto S. Pedro vê com a maior surpresa o magnata dele juntar-se aos outros.
— Mas onde vais tu?!
— Vou só dar uma vista de olhos, sabe-se lá…
No sossego celestial, ouviu-se repentinamente um ruído violento que dava a ilusão de algo a rasgar o espaço. Jesus estranhou, pelo que se aproximou de São Pedro, perguntando:
— Pedro, que barulheira foi esta?
— Foi um avião, meu Divino Mestre. E sabeis de quem?
— De quem?
— Do nosso Papa Paulo VI. Anda a viajar nele. E o avião é de jacto e pertence-lhe. É mesmo propriedade dele!
— Sério? Oh, Pedro! E pensarmos nós que começámos este negócio com um simples burrinho!
Eram dois amigos. Um ia cumprido a lei de Deus e o outro era um libertino, mas eram muito amigos. Calhou morrerem na mesma altura. Q que era libertino, não podia entrar no reino de Deus; já.há muitos anos que não se confessava e estava muito aflito. Então o outro disse:
— Não te preocupes; quando eu entrar, entras tu; eu vou a cavalo em ti.
Apareceu S.. Pedro e perguntou:
— Quem é?
— Sou eu a cavalo no burro.
S. Pedro respondeu:
— Prende o burro à porta e entra tu.
Mal o homem chegou ao Céu, logo São Pedro, solícito, lhe perguntou:
— O que fazias na Terra?
— Eu era casado…
— Entra, entra, meu filho, nós admitimos aqui todos os mártires.
O tipo que vinha a seguir ouviu a conversa e, à pergunta de São Pedro:
— E tu, o que fazias na Terra? — respondeu tristemente:
— Senhor, eu casei-me duas vezes.
— Vai então para o Inferno — disse o santo. — Nós aqui admitimos os mártires, mas não deixamos entrar os imbecis.
No Céu, estavam à entrada dois portões; um dizia por cima: «Bicha para os que obedeceram sempre às mulheres na Terra», e no outro: «Bicha para os que não obedeceram às mulheres na Terra». O primeiro tinha uma bicha enorme enquanto no segundo só estava um homem.
S. Pedro chegou-se ao pé do homem e, intrigado, perguntou:
— Porque está nesta bicha?
— Não sei — respondeu o homem — Foi a minha mulher que me mandou…
Miquelina conduzia rua abaixo suando porque tinha uma reunião
importante e não conseguia encontrar um lugar para estacionar.
Olhando para o céu disse: “Meu Deus, tem pena de mim. Se me arranjares um lugar para estacionar passarei a ir à missa todos os Domingos até ao fim dos meus dias e não farei mais sexo nem beberei álcool.”
Como que por milagre, aparece um lugar para estacionar.
Ela olha então para o céu e diz: “Esquece o que eu disse! Já encontrei um!”
Tum!
– Errei, porra!
Tum!
– Errei, porra!
Tum!
– Errei, porra!
Nisso aparece um padre:
– Meu filho, não faça isso! Deus pode te castigar!
– Castiga, ô cass…
Nesse instante, desce um raio do céu KABRUUUMMM e cai bem em cima do padre. E, em seguida, ouve-se um enorme vozeirão:
– Errei, porra!
– Joãozinho canta uma música.
E o Joãozinho cantou:
– Pai Nosso que estais no céu, aumentai as nossas férias, diminuí as nossas aulas, perdoai as nossas cábulas, assim como nós perdoamos a existência dos nossos professores. não nos deixes cair em recuperação, mas livrai-nos da reprovação, ámen.
– Como vamos mandá-la para o céu?
– Já sei, disse outro, vamos abrir a carta e vamos ver se conseguimos ajudar.
A carta era de um menino que pedia o seguinte:
“Senhor Deus, meu pai está desempregado, sem dinheiro, e tem de sustentar a minha mãe, a minha irmã, e eu. As contas vão aparecendo e o dinheiro não chega. Por favor, mande-nos 10 contos para nos ajudar.”.
Sentindo muita pena, os carteiros fizeram uma vaquinha e arrecadaram 8 mil escudos. Não conseguiram chegar aos 10 mil, mas mesmo assim, mandaram a carta de volta para o menino, com os oito mil escudos. Na outra semana, o menino mandou mais uma carta para o correio, e os carteiros decidiram logo ler os agradecimentos:
“Muito obrigado Pai do Céu. Rezarei por várias noites para agradecer o dinheiro que nos enviaste, mas para a próxima vez, mande um cheque, porque os cabrões dos carteiros já roubaram 2 contos….”
– Quem é?
– Sou Paulo, Jesus abre a porta
– E o que trazes, Paulo?
– Trago haxixe de Marrocos
– Muito bem, filho. Entra
– Quem é?
– Sou Marcos
– E o que trazes, Marcos?
– Trago marijuana da Colômbia
– Muito bem, filho. Entra
– Quem é?
– Sou Mateus
– E o que trazes, Mateus?
– Trago cocaína da Bolívia
– Muito bem, filho. Entra
– Quem é?
– Sou João Jesus abre a porta e pergunta de novo: – E tu, o que trazes, João?
– Trago crack de Nova Iorque
– Muito bem, filho. Entra
– Quem é?
– Sou Lucas
E o que trazes, Lucas?
– Trago speeds de Amsterdão
– Muito bem, filho. Entra
– Quem é?
– Sou Judas, Jesus abre a porta
– E tu, o que trazes, Judas?
– GNR ! TODA A GENTE NA PAREDE, MÃOS NA CABEÇA! ENCOSTA AÍ Ó CABELUDO!
– Minha filha queres ir para o inferno ou para o paraíso.
– A eu quero ir para o paraíso.
Entra então num corredor e ouve. Ai ai ai ai ai o que é isto. Ah estão a fazer uns buracos na cabeça para meter uma auréola.
Mais a frente ouve, aí ai ai ai ai. O que é agora? A estão a fazer uns buracos nas costas para meter umas asas.
– Já não quero cá ficar vou para o inferno diz a mulher.
– Áh minha filha lá até te vão violar!!!
– O que me importa? Pelo menos já tenho o buraco feito.
– O que é que a senhora fazia lá na terra? pergunta São Pedro, à primeira da fila.
– Eu era professora!
São Pedro, vira-se para o seu assistente e ordena:
– Dá para ela a chave da sabedoria!
E voltando-se para a segunda:
– E a senhora, o que fazia na terra?
– Eu era advogada!
– Dá para ela a chave do direito!
– E a senhora, o que fazia na terra?
– Eu fazia strip-tease!
– Dá para ela a chave do meu quarto!
Decola a aeronave, céu de brigadeiro, uma vontade enorme de puxar conversa, mas a morena, impassível, lê um grosso volume com muita atenção. 15 minutos de vôo e o cavalheiro não se contem:
– É a primeira vez que vai a New York?
Ela, gentil, com uma voz muito sensual, mas de certa forma reservada:
– Não, é uma viagem habitual…
Ele, agora animado:
– Trabalha com moda, por acaso…?
– Não, viajo em função de minhas pesquisas…
– Desculpe-me a curiosidade é escritora…?
– Não, sou sexóloga.
– Muito interessante e raro. Suas pesquisas dedicam-se, na sexologia, a quê, especificamente?
Ela, tranquila e sempre com a mesma voz de veludo:
– No momento, dedico-me a pesquisar as características do membro masculino, o que julgo ser um trabalho de fôlego e muito difícil.
– Nas suas pesquisas, a que conclusões já chegou?
– Bom, de todos os pesquisados, já concluí que os Índios, sem dúvida, são os portadores de membros com as dimensões mais avantajadas e, em contrapartida, os Arabes são os que permanecem mais tempo no coito, antes de entrarem em gozo; logo, são os que proporcionam mais prazer às suas parceiras. Além disso… Oh! Me desculpe! Eu estou aqui falando sem parar e nem sei seu nome…
– Caramuru Abbud, às suas ordens!
