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Os primos da cidade foram passar o Natal com os parentes alentejanos. Algum tempo após o Natal, estava o primo da cidade a fazer alarde das prendas de Natal que tinha ganho:

  • Primo, viste o que eu ganhei de presente? Um Ipod espectacular e ainda por cima da melhor marca do mercado!

O primo alentejano respondeu:

  • Boa primo, muito bom mesmo!

Aí o da cidade perguntou:

  • E tu, o que ganhaste?

Responde o alentejano:

  • Ganhei o mesmo que tu.

Surpreendido, o primo pergunta:

  • A sério?! Mas quem te deu?

E o alentejano:

  • A minha prima, tua irmã …

Não acreditando o primo:

  • A minha irmã? Não foi nada!

E explica o alentejano:

  • Foi foi… Estávamos no ribeiro nadando nus, quando me cheguei por trás, encostei-me a ela e perguntei: Posso? Ela virou-se e disse: “Aí Pode!”. É bom demais primo! Agora, se tem marca ou não, não sei… nós aqui no Alentejo chamamos-lhe de cú!

No Alentejo, um indivíduo vai ao médico:

  • Dotori, olhe p’ra isto – mostra a parte de trás do pescoço com um hematoma enorme e negro – Foi um leão…
  • Um leão?!? Onde é que isso aconteceu?
  • Em Évora.
  • Em Évora?!?!
  • E esta foi um urso – diz o alentejano, mostrando as costas completamente cobertas por escoriações horríveis.
  • Um Urso?!? Onde aconteceu isso?
  • Em Évora.
  • Em Évora?!?
  • E olhe mais esta! – diz o alentejano, mostrando uma perna cheia de feridas – Esta foi um tigre!
  • Um tigre? Onde? Não me diga que também foi em Évora.
  • Foi em Évora sim Sr. E digo-lhe mais. Se não tivessem parado o carrossel a tempo, ainda acabava por me matar ali mesmo!…

Um Alentejo vem a Lisboa passar uns dias a casa de um primo. Um dia começa a ver um DVD com um filme de cowboys. No dia seguinte diz ao primo:

  • Eu gostei tanto daquele filme que ia vê-lo hoje outra vez.
  • Está bem, vamos hoje vê-lo juntos.

Estavam a ver o filme e diz o Alentejano para o primo:

  • Eu aposto que ele vai tirar os cigarros da algibeira da camisa.
  • Eu não aposto contigo, tu viste o filme ontem.

Mais adiante:

  • Eu aposto que ele vai puxar das pistolas agora.
  • Eu não aposto contigo, tu viste o filme ontem.

Mais adiante um cowboy desmonta do cavalo e dirige-se para o saloon.

  • Eu aposto que ele não vai entrar no saloon.
  • Eu não aposto contigo, tu viste o filme ontem.

O cowboy entra no saloon e leva um grande arraial de porrada.

  • Então viste o filme ontem e já não sabias que ele entrava no saloon??
  • Com a porrada toda que ele levou ontem, julguei que hoje não entrasse.

Certo dia, um político, em plena campanha eleitoral, deslocou-se ao Alentejo.
O homem falava e ninguém batia palmas, então passou a fazer promessas e, mesmo assim… nada, ninguém se manifestava.

Já desesperado, tentou a última promessa que no Alentejo não devia falhar… O homem disse em plenos pulmões:
– E eu… prometo… que… se for eleito… aqui no Alentejo… os Alentejanos… só trabalham 1 dia por ano…

Mesmo assim, ninguém se mexeu, apenas se ouviu uma voz lá no fundo:
– ATÃO E AS FÉRIAS, PAH… NÃO HÁ?

Um advogado importante foi chamado a um tribunal no Alentejo por conta dos caminhos-de-ferro. O caso era que um compadre tinha processado a companhia porque tinha perdido uma vaca numas terras atravessadas pela via férrea.
Antes do julgamento, o advogado chegou a acordo com o compadre, que aceitou uma indemnização de metade do valor que tinha pedido.
Antes de se ir embora, o advogado não resistiu a dizer ao compadre:
— Sabe, a verdade é que eu dificilmente podia ter ganho o caso … É que no dia em que a sua vaca desapareceu o maquinista tinha adormecido na cabina e nem deu por nada…
Respondeu-lhe o compadre:
— Mas eu também não estava nada descansado! É que a minha vaquinha apareceu hoje de manhã…

No Alentejo, um autocarro que transportava o governo chocou com um sobreiro. Pouco depois chegou um jornalista e perguntou a um alentejano que estava por ali com uma pá na mão:
– O senhor viu o que se passou?
– Vi si senhor. O autocarro com o governo espetou-se no chaparro.
– E onde estão os políticos?
– Enterrei-os!
– Mas, não estava nenhum vivo?
– O 1º ministro dizia que sim, mas o senhor sabe como ele é mentiroso!
Manel, um Alentejano, foi de visita à China e comprou um par de óculos cheios de tecnologia, que permitiam ver todas as pessoas nuas. Manel coloca os óculos e começa a ver todas as mulheres nuas. Fica encantado com a descoberta chinesa.
– Ponho os óculos, só vejo mulheres nuas! Tiro os óculos, já as vejo vestidas! Que maravilha! Isto sim, é tecnologia!
E assim foi o Manel para o Alentejo, louco para mostrar a novidade à sua Maria. No avião, maravilha-se ao máximo vendo as hospedeiras e as passageiras todas nuas. Quando chega a casa, entra já com os óculos postos para abraçar a sua Maria toda nua. Abre a porta de casa e vê a sua Maria a conversar com o seu vizinho, todos nus sentados no sofá.
Tira os óculos, todos nus! Põe os óculos, todos nus! Tira os óculos, todos nus! Põe os óculos, todos nus!
Então Manel exclama:
– Porra, já avariaram! Estes produtos chineses são uma merda!

Telefona um alentejano para a esquadra da policia e diz:

  • Estouuuu… é da polícia?
  • É sim, em que posso ajudá-lo? – responde do outro lado o policia.

E o alentejano:

  • Queria fazer quexa do mê vizinho Maneli. Ele esconde droga dentro dos troncos da madeira para a larera.

E o policia:

  • Tomámos nota. Muito obrigado por nos ter avisado.

No dia seguinte os agentes da polícia estavam em casa do Manel. Procuraram o sítio onde ele guardava a lenha e, usando machados, abriram ao meio todos os toros que lá havia, mas não encontraram droga nenhuma. Praguejaram e foram-se embora.

Logo de seguida toca o telefone em casa do Manel:

  • Oh Maneli, já aí foram os tipos da polícia?

E o Manel:

  • Já.

E o outro alentejano:

  • E racharam-te a lenha toda?

Responde o Manel:

  • Sim…

E finaliza o alentejano todo contente:

  • Então Feliz Natal, amigo! Este foi o mê presente deste ano.