Na prisão, um preso pergunta ao outro:
- Porque é que estás aqui?
- Concorrência comercial…
- Como assim?
- O Governo e eu fabricamos notas iguais…
Na prisão, um preso pergunta ao outro:
Um inspector de prisões chega a uma cidade e encontra um homem sentado à porta da prisão a fumar cachimbo.
— Onde está o director?
— Saiu.
— E o chefe dos guardas?
— Foi assistir ao casamento do filho.
— E os outros guardas?
— Estão no café a jogar bilhar.
— E você, que faz aqui?
— Eu não posso sair daqui. Sou o preso.
O carcereiro para o preso:
— Porque te prenderam?
— Porque perdi o comboio.
— Só por causa disso?
— Sim… Se o tivesse apanhado, teria passado a fronteira!
Num dos calabouços do Torel um preso, que se encontrava incomunicável, certa noite e a altas horas desata num berreiro ensurdecedor, a chamar o guarda que estava de seviço.
— Ó senhor guarda! ó senhor guarda! — Gritava o homem com toda a força dos seus pulmões, descarregando socos e pontapés na porta.
Finalmente, o polícia, com passo vagaroso, decide-se a ir saber o que o impertinente hóspede deseja.
— Que diabo quer você com esse espalhafato? — pergunta-lhe mal humorado.
Com inacreditável serenidade, o preso responde:
— O senhor guarda seria tão amável que me indicasse a saída em caso de incêndio?
O capelão de uma prisão passa nas celas, um pouco antes do Natal, para distribuir aos detidos as gulodices de circunstância. Um deles, recentemente encarcerado, parece tão afectado pela sua sorte que o capelão lhe propõe:
— Quer que escreva a alguns dos seus amigos, pedindo-lhes que venham vê-lo? Isso levantar-lhe-ia a moral.
— Não vale a pena — resmunga ele —. Os compinchas já estão todos aqui.
O director da cadeia, ao ver o preso, exclama:
— Outra vez aqui?
— Sim, senhor director. Por acaso vieram algumas cartas para mim, enquanto estive ausente?
Um alentejano à sombra de um chaparro e com um garrafão de água no lado; e um lisboeta pergunta-lhe: estas a transpirar porque não bebe água. Porque o garrafão não é só meu e a minha parte é a do fundo do garrafão.
O director da penitenciária reúne os presos no pátio e fala ao megafone:
— Atenção, vamos fazer uma faxina para limpar este presídio, porque amanhã o governador vem aí.
No meio do pátio, um dos presos comenta:
— Até que enfim que o apanharam!
No salva-vidas andam quatro homens à deriva, há já uns poucos de dias. Não há comida e o barco começa a meter água. Diz um: É preciso que alguém se sacrifique para salvar a vida a três. O americano prepara-se para se atirar ao mar. Abre os braços, atira-se, e grita com quanta força tem: Viva a América!
O barco continua a meter água, e a fome aperta cada vez mais. Diz o português: Um de nós tem de sacrificar a vida para salvar os outros dois. O inglês prepara o salto, olha para o céu, levanta o braço, e no momento de se atirar à água, grita: Viva a Inglaterra!
O barquinho está cada vez mais metido na água. Então o chinês diz, lamentosamente: Um de nós tem de morrer para que o outro se salve. Não há outro remédio., O português hesita. Levanta-se, enche o peito de ar, atira o chinês pela borda fora, e grita: Viva Por-tu-gal!
Em Londres, um português pergunta ao inglês:
— Oiça: você é capaz de me dizer onde é que se mija?
O inglês, que por acaso sabia português, respondeu-lhe:
— Olhe: ao fundo do corredor há uma porta que diz: «Gentlemen».
O inglês chega à recepção do hotel e diz: «Dar a chave do quarto 28. Mim ser inglês da Inglaterra». Entrou no elevador e diz ao ascensorista: «Segundo piso. Mim ser inglês da Inglaterra». O rapaz do ascensor, que já tinha ouvido aquilo na recepção, responde-lhe: Pois com certeza; se o senhor é inglês é da Inglaterra. Se fosse francês, era da França; se fosse alemão era da Alemanha. Nós já sabemos isso.
—Sim, mas mim, à porta de hotel, pisar pé de porteiro, e ele dizer: «Seu inglês da porra!»
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