Actualizações recentes

Um padre encontra um burro morto em frente da porta. Telefona à polícia e ouve, na outra ponta do fio, o chefe da esquadra a fazer-se engraçado:
— Mas então, senhor prior, não é das suas obrigações enterrar os mortos?
Resposta do padre:
— É verdade que sim. Mas não o posso fazer sem consultar primeiro a família.

Morreu um burro em frente de uma Igreja e, como uma semana depois, o corpo ainda estava lá, o padre resolveu reclamar com o Presidente da Junta.
– Sr. Presidente, há um burro morto à frente da Igreja há quase uma
semana!
E o Presidente, que era um grande adversário político do padre, resolveu picá-lo:
– Sr. Padre, não é o senhor que tem obrigação de cuidar dos mortos?
– Sim, sou eu! – respondeu o padre, com serenidade. – Mas também é minha obrigação avisar os parentes!

Certo cura, moído das confissões, disse no primeiro domingo da quaresma, aos seus fregueses, do púlpito, à missa conventual:
— Eu confessarei, de hoje em diante, pela ordem seguinte: segunda-feira, os mentirosos; terça, os avarentos; quarta, os maldizentes; quinta, os ladrões; sexta, os libertinos; e sábado, as mulheres de vida escandalosa.
O padre nunca mais teve incómodo de confessar pessoa alguma.

Três padres conversavam a respeito da maneira como usavam as esmolas que os fiéis deitam na «Caixa das Almas».
Diz o francês:
— Nós fazemos um risco no chão, quando abrimos a caixa, no fim do mês. As moedas e as notas que caem à direita são para Deus; as outras são para as necessidades da paróquia.
O espanhol:
— Nós fazemos uma fenda, num estrado. Atiramos ao ar: as que entram pela fenda são para Deus; as outras, as que caem fora, são para a paróquia.
O português:
— Nós fazemos isso mais simples. Abrimos a caixa, atiramos tudo ao ar, notas e moedas. As que Deus apanha são para Ele.

No sanatório um corinthiano sádico, um são paulino masoquista, um palmeirense assassino, um flamenguista necrófilo, um santista zoófilo e um botafoguense piromaníaco estão sentados num banco de jardim dentro de um sanatório, sem saber como ocupar o tempo.
Diz o santista zoófilo:
– E aí, vamos transar com um gato?
Então diz o corinthiano sádico:
– Vamos transar com um gato e depois torturá-lo!
E diz o palmeirense assassino:
– Vamos transar com um gato, torturá-lo e depois matá-lo!
Diz o flamenguista necrófilo:
– Vamos transar com um gato, torturá-lo, matá-lo e depois transamos com ele outra vez!
E diz o botafoguense piromaníaco:
– Vamos transar com um gato, torturá-lo, matá-lo, transar com ele outra vez e atear-lhe fogo!
Segue-se um silêncio, todos olham para o são paulino masoquista e perguntam:
– E aí?
E diz o são paulino:
– Miau!

Um sacerdote estava a ser humilhado por uma importante personalidade, que lhe falava com insolência:
— Eu nunca vou à Igreja — dizia o homem —, nunca reparou?
— Sim — respondeu o sacerdote, gravemente —, já tinha notado.
— Sabe, é porque há lá muitos hipócritas.
— Oh — retorquiu o pároco com brandura. — Não deixe de lá ir por causa disso. Há sempre lugar para mais um.

A um missionário, na selva, depara-se-lhe um leão. Sem hipóteses de fugir, o pobre homem resolveu ajoelhar-se e, levantando os braços para o céu, disse:
— Meu Deus! Fazei com que este animal tenha uma atitude verdadeiramente cristã!
E ao olhar de novo em frente, viu o leão, ajoelhado, com as patas levantadas para o céu, a dizer:
— Meu Deus! Abençoai esta refeição que vou agora comer.