– O senhor tem Triteoterol?
O farmacêutico responde:
Triteoterol?… Triteoterol?… Não conheço. O senhor tem a receita?
O sujeito dá a receita ao farmacêutico. Esse lê e responde:
– O senhor leu errado. Está escrito “Try the Other Hole”!
O capelão de uma prisão passa nas celas, um pouco antes do Natal, para distribuir aos detidos as gulodices de circunstância. Um deles, recentemente encarcerado, parece tão afectado pela sua sorte que o capelão lhe propõe:
— Quer que escreva a alguns dos seus amigos, pedindo-lhes que venham vê-lo? Isso levantar-lhe-ia a moral.
— Não vale a pena — resmunga ele —. Os compinchas já estão todos aqui.
O director da cadeia, ao ver o preso, exclama:
— Outra vez aqui?
— Sim, senhor director. Por acaso vieram algumas cartas para mim, enquanto estive ausente?
Um alentejano à sombra de um chaparro e com um garrafão de água no lado; e um lisboeta pergunta-lhe: estas a transpirar porque não bebe água. Porque o garrafão não é só meu e a minha parte é a do fundo do garrafão.
O director da penitenciária reúne os presos no pátio e fala ao megafone:
— Atenção, vamos fazer uma faxina para limpar este presídio, porque amanhã o governador vem aí.
No meio do pátio, um dos presos comenta:
— Até que enfim que o apanharam!
No salva-vidas andam quatro homens à deriva, há já uns poucos de dias. Não há comida e o barco começa a meter água. Diz um: É preciso que alguém se sacrifique para salvar a vida a três. O americano prepara-se para se atirar ao mar. Abre os braços, atira-se, e grita com quanta força tem: Viva a América!
O barco continua a meter água, e a fome aperta cada vez mais. Diz o português: Um de nós tem de sacrificar a vida para salvar os outros dois. O inglês prepara o salto, olha para o céu, levanta o braço, e no momento de se atirar à água, grita: Viva a Inglaterra!
O barquinho está cada vez mais metido na água. Então o chinês diz, lamentosamente: Um de nós tem de morrer para que o outro se salve. Não há outro remédio., O português hesita. Levanta-se, enche o peito de ar, atira o chinês pela borda fora, e grita: Viva Por-tu-gal!
Em Londres, um português pergunta ao inglês:
— Oiça: você é capaz de me dizer onde é que se mija?
O inglês, que por acaso sabia português, respondeu-lhe:
— Olhe: ao fundo do corredor há uma porta que diz: «Gentlemen».
O inglês chega à recepção do hotel e diz: «Dar a chave do quarto 28. Mim ser inglês da Inglaterra». Entrou no elevador e diz ao ascensorista: «Segundo piso. Mim ser inglês da Inglaterra». O rapaz do ascensor, que já tinha ouvido aquilo na recepção, responde-lhe: Pois com certeza; se o senhor é inglês é da Inglaterra. Se fosse francês, era da França; se fosse alemão era da Alemanha. Nós já sabemos isso.
—Sim, mas mim, à porta de hotel, pisar pé de porteiro, e ele dizer: «Seu inglês da porra!»
Português, espanhol e francês combinam que pagará o jantar aquele que não for capaz de desejar tanto dinheiro como os outros. Sai o francês:
— Eu queria que a água do mar se transformasse cm tinta, e eu, com uma caneta, fosse escrevendo o dinheiro que quisesse, todo para mim.
— Eu, diz o espanhol, queria que todo o baguinho, de terra ou de areia, por mais pequeno que fosse, se transformasse numa nota de conto de réis, e fosse todo meu.
— Já ganhei — diz o português —. Eu queria que viesse um raio que os partisse a vocês, e que esse dinheiro fosse todo para mim.
Português, espanhol e francês apostam qual será o melhor atirador. O francês põe uma rolha no ponto mais alto da Torre Eifel, desce, faz pontaria, dispara, e a rolha voou, perdeu-se no espaço. O espanhol sobe ao pico mais alto das montanhas das Astúrias, deixa em cima duma rocha uma cereja e desce. Cá de baixo aponta a espingarda, faz o tiro e o caroço da cereja é levado pela bala.
— Formidável! —gritam os outros dois.
O português não sabe o que há-de fazer. Vai para a ponte sobre o Tejo, olha e torna a olhar em roda, mas não vê nada que lhe interesse para alvo. De repente, passa uma nuvem de mosquitos. O homem faz pontaria ao que ia atrás, dispara, o bicho dá duas ou três cambalhotas e segue atrás do bando.
— Ele lá vai à mesma — grita o espanhol —. Não o mataste!
— Pois vai — diz o português —. Mas não queiras ficar como ele: aquele nunca mais fará filhos!
Quatro turistas portugueses vem para o Brasil, alugam um carro e começam a correr pela Via Dutra. Logo são parados por um guarda que se aproxima da janela e pergunta:
O Manuel responde rápido: