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Um rabino, um pastor protestante e um padre católico, reúnem-se ecumenicamente, seguindo uma tradição local. Falam de Deus, dos seus paroquianos e da difícil tarefa que se propuseram na terra.
Comentam também a sua vida quotidiana.
– O que fazer com as contribuições dos fiéis?
– Eu – diz o padre –, resolvi o assunto desta forma: traço um círculo
no chão, pego no dinheiro das esmolas e atiro-o para o círculo. O que fica dentro do círculo é para Deus, o que fica de fora, para as minhas necessi- dades.
– Eu – acrescenta o pastor protestante – faço algo semelhante. Traço um risco no chão e atiro o dinheiro. O que for para além do sinal é para Deus; o que não for, é para mim. E você, rabino?
– Eu? Eu resolvo directamente com Deus. Junto todo o dinheiro e atiro-o em direcção ao céu. O que Deus quer, guarda-o; o que não quer, deixa cair ao chão e fica para mim.
Um homem vai ao quarto do filho para lhe dar boa-noite e vê que o miúdo está a ter um pesadelo. O pai acorda-o e pergunta-lhe se está bem. O filho responde que sente medo porque sonhou que a tia Albertina tinha morrido. O pai garante que a tia está muito bem e diz ao miúdo que volte a dormir sossegado.
No dia seguinte, a tia Albertina morre.
Uma semana depois, o homem volta ao quarto do filho para lhe dar boa-noite. O miúdo está com outro pesadelo. O pai acorda-o e pergunta-lhe o que aconteceu. O filho responde que sente medo porque sonhou que o avô havia morrido. O pai garante que o velhote está muito bem e manda-o dormir de novo.
No dia seguinte, o avô morre.
Uma semana depois, o homem vai de novo ao quarto do filho para lhe desejar boa-noite. O miúdo está com mais um pesadelo. O pai acorda-o e pergunta o que tinha sido desta vez. O filho responde que sente medo porque sonhou que o pai tinha morrido, mas este garante estar bem e manda-o dormir novamente. 
Contudo, o homem vai para cama e não consegue dormir.
No dia seguinte, acorda apavorado. Tem a certeza de que vai morrer. Sai para o trabalho e conduz com o maior cuidado para evitar uma colisão. Não almoça, com medo de que a comida possa estar envenenada. Evita toda a gente, com medo de ser assassinado. Tem um sobressalto a cada ruído e a qualquer movimento suspeito esconde-se debaixo da secretária.
Ao voltar para casa, diz para a mulher:
— Meu Deus, tive o pior dia da minha vida! 
E ela responde:
— Tu achas que foi o pior? E o leiteiro, coitado, que morreu aqui à porta, hoje de manhã?
Querido Deus, 

Até agora o meu dia foi bom:

- Não fiz fofoca;
– Não perdi a paciência;
– Não fui sarcástica, rabugenta, chata nem irónica;
– Não reclamei;
– Não praguejei;
– Não gritei;

- Não tive ataques de ciúmes;

- Não comi chocolate;

- Também não fiz débitos no meu cartão de crédito; 


Mas peço a sua proteção, Senhor, pois estou para me levantar da cama a qualquer momento! 

AMÉN!!!!!

O carro pára no princípio duma subida, por falta de gasolina. A freira vai à bomba mais próxima, mas o homem diz que não têm vasilha que lhe empreste para levar a gasolina até ao carro, mas que vá a um ferro-velho que há ali perto. A freira vai; a única vasilha que arranjou foi um penico. Compra o penico, compra a gasolina, vem para o carro e começa a deitar cuidadosamente a gasolina no depósito.
Nesta altura aproxima-se outro carro. O condutor olha, pára, vê o líquido amarelado a correr do penico para o depósito e não se conteve:
— Eh, irmã. Isso é que se chama ter fé em Deus!

Três tipos discutiam quem tinha a profissão mais antiga.
— Não que eu queira levar vantagem — disse o marceneiro —, mas os meus antepassados construíram a Arca de Noé.
— Isso não é nada! — respondeu o jardineiro. — Foram os meus antepassados que plantaram o Jardim do Éden.
— Tudo bem — disse o electricista —, mas quando Deus disse «Haja luz», quem é que vocês acham que tinha montado toda a instalação?

Um homem vagueava por um parque, meditando nos mistérios da vida e nos seus problemas pessoais, mas não conseguia encontrar respostas. Decidiu pedir ajuda a Deus.
— Deus, estás aí, Deus? — perguntou.
— Sim, que se passa, meu filho? — respondeu Deus.
— Posso fazer umas perguntinhas? — perguntou ele.
— Claro, meu filho. Diz.
— Deus, o que é para Ti um milhão de anos?
Deus respondeu:
— Um milhão de anos para mim é apenas um segundo.
O homem perguntou:
— Deus, o que vale para Ti um milhão de euros?
Respondeu Deus:
— Um milhão de euros para mim vale apenas um cêntimo.
O homem franziu as sobrancelhas e fez a última pergunta.
— Deus, podes dar-me um cêntimo?
— Claro, espera só um segundo.

Moisés, Jesus e um velhote de barbas vão jogar golfe. Moisés taça a bola e ela cai num lago. Com toda a calma ergue o taco, as águas separam-se e ele pode prosseguir o jogo. Jesus joga e a bola, descrevendo um arco, cai no mesmo lago. Sem se preocupar, ele avança sobre a água e fica em posição de prosseguir.
O velhote, desajeitadamente, bate na bola, ela vai cair numa árvore, depois desliza para o telhado de uma casa, desce pelo algeroz, e cai num rio, que a leva até ao lago. Aqui, bate numa pedra e pousa na margem, onde um sapo a engole, mas uma águia, vinda do alto, iça o sapo, voa com ele por cima do campo de golfe até que o sapo vomita a bola e esta cai exactamente dentro do buraco. Moisés vira-se para Jesus e diz:
— É por estas e por outras que eu odeio jogar com o teu Pai.