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O director da manicómio mostra as instalações a umas visitas e entra na sala de convívio. Uns quantos doentes, sentados, vão gritando números.
— Quinze! — diz um, e todos riem às gargalhadas.
— Vinte e oito! — grita outro, e riem perdidamente.
— O que é que esses números querem dizer, para eles, que os fazem rir tanto? – pergunta um dos visitantes.
— Estão a contar anedotas — explica o director — mas corno já todos as sabem, numeram-nas e dizem só o número de cada uma.
— Trinta e quatro! — diz outro, rapidamente. Olham uns para os outros; ninguém ri.
— Essa não, pá! És maluco! Essa refere-se ao senhor director. Não vês que ele está aqui a ouvir?

Encontram-se dois alentejanos. Pergunta um deles: – “Atão compadri, já conseguiste a carta de condução?”
Responde o outro: – “nam, chumbê”
Pergunta o primeiro: – “como é que foi isso?”
Resposta: – “ora, cheguê a uma rotunda onde tava um sinal a dizer 30!”
– “E atão?”
– “Dê 30 voltas à rotunda.”
– “E depois?”
– “Chumbe!”
Diz o primeiro: – “Atã, contaste mal?”

Uma mulher que passeava tranquilamente com o marido pela Baixa viu um lindo anel na montra de uma ourivesaria.
— Querido! Já viste que anel tão lindo? Gostava tanto de o ter…
Então ele agarrou num tijolo, partiu a montra da loja e deu-lhe o anel.
Continuaram a andar tranquilamente pela Baixa até que ela viu uns lindos brincos na montra de outra ourivesaria.
— Querido, já viste que lindos brincos? Quem me dera ter aqueles brincos…
E ele pegou num tijolo, partiu a montra da ourivesaria e deu-lhe os brincos.
Um pouco à frente, ela viu um colar de pérolas na montra de outra ourivesaria:
— Querido, não podias dar-me aquele colar tão bonito?
Então ele, furioso, voltou-se para ela e disse:
— Olha lá, tu deves pensar que eu sou filho de algum fabricante de tijolos!

A mulher diz ao marido:
– Querido tenho de pintar a casa, ajudas-me?
– Querida não tenho nenhuma placa aqui a dizer Pintor, pois não?!
No outro dia:
– Querido temos a fechadura da porta partida. Porque não a vais arranjar?
– Querida não tenho nenhuma placa aqui a dizer Carpinteiro, pois não?!
No dia seguinte:
– Querido…
– É assim querida, não venhas cá dizer que há problemas porque eu não arranjo nada disso, percebeste?
– Não, já está tudo arranjado. O vizinho veio cá a casa e arranjou tudo.
– Quanto é que ele te levou?
– Nada, ele disse para escolher: ou lhe fazia um bolo ou sexo.
– E que tipo de bolo lhe fizeste?
– Querido tenho aqui alguma placa a dizer Cozinheira, não tenho pois não?!