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Dois amigos se encontram depois de muitos e muitos anos.

  • Caramba, Maurício! Como é que vai você, rapaz? Que você fez da vida em todos esse anos?
  • Ahh, vou indo, Luís. Eu já casei, tive filhos, me separei e já foi feita até a partilha dos bens.
  • E as crianças?
  • Bom, o juiz decidiu que ficariam com aquele que mais bens recebeu.
  • Então elas ficaram com a mãe?
  • Não, na verdade elas ficaram com nosso advogado.

O rapaz viril, másculo, na casa dos trinta, acaba de fazer amor loucamente com sua esposa, com quem vive há cinco anos. Ele se vira pro canto com uma expressão preocupada e ela pergunta:

  • O que foi, amor?
  • Minha querida – diz ele, vacilante – Tenho sufocado um segredo dentro de mim durante todos estes anos que passamos juntos, mas sinto que não dá mais pra viver uma farsa…
  • Pode se abrir, querido!
  • Não sou o que aparento ser. Por dentro, na minha alma e na minha mente, sou uma mulher…
  • Mulher? – espanta-se ela – Mas acabamos de fazer amor loucamente e você sempre demonstrou que me deseja
  • Sabe, é difícil confessar…
  • Que você fingia?
  • Não, amor! Eu sou lésbica!
Deus decidiu descer a terra para ver como funcionavam as caixas de previdência. Assumiu a personalidade de um médico qualquer, vestiu a batinha branca e dirigiu-se ao posto médico.
Quando lá chegou, reparou na fila quilométrica de pacientes aguardando a sua vez de serem consultados pelo senhor doutor. Mandou entrar o primeiro da fila, que era um senhor numa cadeira de rodas, que entra a barafustar:
“Sou eu, sou eu, posso ser aleijado, mas ninguém me passa á frente!”
Deus então pergunta-lhe: “Então, do que se queixa?”
“Bem, senhor doutor, eu sou aleijado. E vim cá saber se com estes novos avanços da medicina, se já existe cura para mim.”
“Bem, sim, pode-se levantar e andar.”
O doente assim faz e milagre!, sai pela porta fora a andar. Cá fora, outro doente pergunta-lhe:
“Então, como é o medico novo?”
“Oh, é sempre a mesma merda, nem auscultam um gajo, nem nada!”