– Olha, minha amiga, ontem de manhã vi um militar sair da tua casa e não é por isso que estás em guerra, pois não?
– Olha, minha amiga, ontem de manhã vi um militar sair da tua casa e não é por isso que estás em guerra, pois não?
— Homem! Em Dezembro, com um frio destes, sem sobretudo! Não tens frio?
— Tenho. O que não tenho é sobretudo.
— Qual é a coisa mais parecida com a parte da frente de um carro-eléctrico?
— É a parte de trás…!
— Eh pá! Deste-me um valente soco. Mas isto é a sério ou a brincar?
— Se é a sério está bem. Comigo ninguém brinca.
O guarda da prisão:
— Número 26! Venha comigo. Está ali a sua mulher.
— A minha mulher? Qual delas?
— Eu disse a sua mulher. Você não compreende?
— Pois sim, compreendo. Mas eu estou aqui preso por bigamia.
O cicerone: — Este castelo conserva-se assim há seiscentos anos. Nem uma pedra aqui foi mudada; nada foi alterado, nada substituído.
O visitante: — Provavelmente tem o mesmo senhorio que nós temos.
O freguês recebe o retrato e fica indignado:
— Então o senhor não vê que eu estou com cara de idiota neste retrato??
— É que a fotografia não foi retocada.
— Estas ondas são maravilhosas, não acha? — diz o dono do iate, entusiasmado.
— São, realmente — responde o convidado, já a sentir o enjoo —. E se voltássemos para trás, agora que já as vimos todas?
— Um cigarro? — diz o homem, desejando meter conversa com o companheiro de viagem.
— Obrigado. Não fumo. — responde o outro —. Fumei uma vez, e chegou-me.
Há um bocado de silêncio.
— Vai um uísque? — insiste o primeiro.
— Não. Obrigado. Bebi álcool uma única vez, e não quero voltar a beber.
Passa-se um quarto de hora, e o primeiro, insistindo em meter conversa, pergunta:
— Não quer que lhe arranje um jornal, para se entreter?
— Não. Obrigado. Li um jornal uma única vez na minha vida, e não torno a fazê-lo.
O homem que queria conversar, desiste. Mas, pouco depois, é o outro que lhe diz com amabilidade:
— O senhor é muito simpático. Gostaria de ter ocasião de lhe apresentar a minha filha.
— Filha única, certamente — remata o outro.
Porque é que os alentejanos levam a porta do carro para a praia? Para abrirem a janela quando têm calor.
— Ó Manuel, empresta-me 50 euros, um momento… só por um momento!
— Tens a certeza de que só precisas deles por um momento?
— Certeza absoluta: é só por um momento.
— Está bem, João; nesse caso espera mais um momento e depois já não precisas deles.