Não, filho… Se quiserem te ver, que venham aqui em casa.
Não, filho… Se quiserem te ver, que venham aqui em casa.
Um repórter vai a um hospício fazer uma entrevista. Chegando lá, encontra o pátio cheio de internados. Aproxima-se de um grupo de cinco e pergunta a um:
— Quem é você?
— Sou Freud!
— E você — pergunta o jornalista, apontando para o segundo.
— Eu? Sou John Lennon! E este que está ao meu lado é o Ringo Starr!
O repórter anda mais um pouco, olha para o quarto maluco e faz a mesma pergunta.
— Sou São Pedro!
— São Pedro?! E quem lhe disse que você é São Pedro? — quis saber o repórter, já entusiasmado com a entrevista.
— Foi Deus!
— Eu não! — grita o quinto.
Dois malucos têm um plano de fuga do manicómio. Desta vez, o plano era saltar o portão. À noite, um dos dois disse ao outro:
— Ih!, não vai dar para saltar o portão!
— Mas porquê?
— Está aberto.
Num exame de rotina, o médico do hospício pergunta a um dos seus pacientes:
— E então, Napoleão, o que foi que você inventou desta vez?
— Eu inventei um objecto que permite ver através das paredes.
— Ah, sim? — pergunta o médico. — E como se chama esse objecto?
— Janela.
— Que conta enorme é essa que estás a fazer?
— Estou a somar os números de todos os telefones da lista.
— Para quê?
— Porque depois marco o número que der a soma e respondem todos os telefones ao mesmo tempo.
Dois loucos no comboio:
— Já viste como os postes andam depressa? — pergunta um deles.
— Vi. No regresso vimos de poste!
No pátio do hospício há um louco que ri sozinho. Outro aproxima-se e diz-lhe:
— O que te faz rir tanto?
— Bom, eu conto anedotas a mim mesmo e acabo de contar-me uma que ainda não conhecia!
Dois loucos passeiam junto a um campo de nudistas. Um diz ao outro:
— Baixa-te para eu subir para as tuas costas e ver o que se passa para lá do muro.
Passado um momento, o de baixo pergunta:
— O que estás a ver?
— Uma porção de gente em pêlo!
— Homens ou mulheres?
— Não sei. Não estão vestidos.
Um passeante à beira de um lago vê um homem a espetar no chão, à volta de sua casa, bandeirinhas aos quadrados pretos e brancos. Pergunta:
— O senhor desculpe, não quero ser indiscreto… mas pode dizer-me porque está a fazer isso?
— Estou a pôr estas bandeiras para impedir as girafas de entrarem no meu espaço.
— Girafas? Mas nunca se viram girafas por aqui?!
— Claro que não, porque eu pus as bandeirinhas.
No manicómio, uma visita diz a um doente:
— Não pensava que houvesse assim tanta gente doida.
— Tanta? — responde o doido. Aqui está só o estado-maior. O grosso da coluna anda todo lá fora.
O papagaio fugiu ao dono, e empoleirou-se numa árvore difícil de trepar. Junta-se gente (em Lisboa é sempre assim, por qualquer coisinha), mas só um indivíduo, meio doido, se sente capaz de subir até onde está o pássaro. Perante a expectativa, subiu, rasgou-se, esteve junto do papagaio, tocou-lhe, desceu tranquilamente e ia a afastar-se quando o dono da ave lhe pergunta, de mau humor: