— Joãozinho, porque estás a chorar? O rapaz responde a soluçar:
— O paizinho deu com o martelo num dedo!
A mãe responde:
— O filho, não devias chorar por causa disso. Devias era rir!
O Joãozinho desata em novo pranto:
— Foi o que eu fiz, mamã!
— Podias-me emprestar 500 euros?
— Não. Não tenho aqui.
— E lá em casa?
— Lá em casa estão todos bem, muito obrigado.
No psiquiatra:
— Diga-me: foi soldado?
— Não, sr. doutor; sou feito duma só peça.
O freguês, à empregada:
— Quero comprar um presente para uma pequena.
— Tenho umas lindas meias de «nylon». Quer vê-las?
— Sim, é claro… Mas primeiro vamos tratar do presente…
A senhora, na chapelaria:
— Tem chapéus para meninos, de palha?
— Não, minha senhora.
— Mas eu estou a vê-los, ali.
— Então… traga cá os meninos de palha.
— A senhora quer levar o insecticida?
— Pois claro. Ou queria que mandasse cá os insectos?
Um Alentejano queria livrar-se dum gato. Levou-o até uma esquina distante e voltou para a casa. Quando chegou a casa, o gato já lá estava. Levou-o novamente, agora para mais longe. No regresso encontrou o gato novamente em casa. Fez isso mais umas três vezes e o gato voltava sempre para casa. Furioso pensou: “Vou lixar este gato!” Pôs-lhe uma venda nos olhos, amarrou-o dentro de um saco e colocou-o na mala do carro. Subiu a serra mais distante, entrou e saiu de diversas estradinhas, deu mil voltas… e acabou por soltar gato no meio do mato. Passados uns dois dias, o alentejano liga para casa. – Tá, Maria? O gato já chegou? – Sim… – Ainda bem, deixa-me falar com ele porque eu estou perdido…
Durante um inquérito:
— Nome?
— Joana.
— Casada?
— Sim.
— Que faz o seu marido?
— Fabricante.
— Crianças?
— Não. Loiças.
O juiz: O senhor é acusado de ter roubado uma bicicleta, mas, à falta de provas, temos de lhe restituir a liberdade.
O réu: ó senhor juiz, e então nesse caso posso ficar com a bicicleta?
Na Boa-Hora, no 3.° Distrito Criminal, é julgado um rapaz de 16 anos, que já conta no seu activo nada mais nada menos de vinte e quatro prisões.
O juiz, repreensivo, antes de ler a sentença:
— Eu não lhe disse, a última vez que se apresentou diante de mim, que não queria tornar a vê-lo?
O réu, justificando-se:
— Disse, sim, senhor juiz. Mas por mais que eu o repetisse aos polícias que me prenderam, nenhum me quis acreditar…
O réu:
— Não, senhor juiz. A gente não se denuncia uns aos outros. Semos gatunos, é verdade, mas semos camaradas uns prós outros.
O juiz:
— Semos, ou somos?
O réu:
— Ah! Então o senhor doutor juiz também é!