No pátio do hospício há um louco que ri sozinho. Outro aproxima-se e diz-lhe:
— O que te faz rir tanto?
— Bom, eu conto anedotas a mim mesmo e acabo de contar-me uma que ainda não conhecia!
– Um bilhete de ida e volta, faz favor.
– Para onde? – pergunta o empregado.
– Para aqui outra vez, para onde haveria de ser?
Dois loucos passeiam junto a um campo de nudistas. Um diz ao outro:
— Baixa-te para eu subir para as tuas costas e ver o que se passa para lá do muro.
Passado um momento, o de baixo pergunta:
— O que estás a ver?
— Uma porção de gente em pêlo!
— Homens ou mulheres?
— Não sei. Não estão vestidos.
Um passeante à beira de um lago vê um homem a espetar no chão, à volta de sua casa, bandeirinhas aos quadrados pretos e brancos. Pergunta:
— O senhor desculpe, não quero ser indiscreto… mas pode dizer-me porque está a fazer isso?
— Estou a pôr estas bandeiras para impedir as girafas de entrarem no meu espaço.
— Girafas? Mas nunca se viram girafas por aqui?!
— Claro que não, porque eu pus as bandeirinhas.
- Compadres, este ano vamos comprar uma máquina nova para apanhar azeitonas, que faz tudo sozinha, ela recolhe as azeitonas das árvores, separa as folhas e ramos partidos e até retira os caroços. Vamos aumentar imenso a nossa produtividade e poupar muito na mão-de-obra.
– Isso parece realmente muito bom, compadre, mas diga-me lá, essa máquina também faz SEXO?
– SEXO? Oh compadre, claro que nãoooo…
– Antão deixe-se lá dessas modernices, oh compadre, e mande vir as moças do ano passado!
No manicómio, uma visita diz a um doente:
— Não pensava que houvesse assim tanta gente doida.
— Tanta? — responde o doido. Aqui está só o estado-maior. O grosso da coluna anda todo lá fora.
O papagaio fugiu ao dono, e empoleirou-se numa árvore difícil de trepar. Junta-se gente (em Lisboa é sempre assim, por qualquer coisinha), mas só um indivíduo, meio doido, se sente capaz de subir até onde está o pássaro. Perante a expectativa, subiu, rasgou-se, esteve junto do papagaio, tocou-lhe, desceu tranquilamente e ia a afastar-se quando o dono da ave lhe pergunta, de mau humor:
- Porque é que você não apanhou o papagaio, seu homem?
- Está verde.
– Olha, que tal… Que tal um cachimbo com a cara da tua mãe?
– Da minha mãe? Oh, meu amor… Eu não sabia que gostavas assim tanto da minha mamã…
– E não gosto! Eu quero é deixar de fumar!
Homem é igual a diploma universitário, você leva um tempão a conseguir e depois não sabe o que fazer com ele.
Entre malucos:
— Vende-me um litro de arame farpado:
— Queres que embrulhe, ou vai assim.
— Não interessa. É para beber já.
— Conforme, meu filho: eu, por exemplo, casei-me com a idade de vinte e cinco anos.
Um sujeito foi um dia visitar um hospital de doidos.
Andando a passear na cerca, encontrou um doente com quem travou conversa:
— Então, diga-me, porque veio para o hospital?
O doente respondeu:
— Olhe, meu senhor, casei com uma viúva que tinha uma filha já crescida; o meu pai casou com a minha enteada e isso fez que à minha mulher ficasse sendo sogra do seu sogro e o meu pai meu enteado; depois a minha madrasta (e filha de minha mulher) teve um filho, e essa criatura, está bem de ver, era meu irmão, porque era filho do meu pai, mas era também filho da filha de minha mulher, e portanto a minha madrasta ficou sendo irmã do meu filho e também sua avó, porque ele era filho do seu enteado, e o meu pai cunhado do meu filho, porque a irmã dele era a minha mulher e eu sou irmão do meu próprio filho que também é filho da minha avó; eu sou cunhado da minha madastra e minha mulher é tia do seu e meu próprio filho; meu filho é sobrinho do meu pai e eu sou avô de mim mesmo.
Aqui tem a razão por que eu aqui estou…
E por que você não bate nele?
Aii, é que ele é tão lindo…
No manicómio um internado entrega a outro a lista dos telefones.
— É para tu apreciares, quando puderes. É um romance que eu escrevi. Depois dás-me a tua opinião.
— Já li. Levei a noite inteira com isso. Não acho desengraçado. Mas, se não te parece mal a minha opinião, o único defeito é ter personagens a mais.
No manicómio estão a servir o primeiro almoço. Um dos loucos diz à enfermeira:
— Menina Adélia, pode dar-me um torrão de açúcar?
— Mas eu dei-lhe seis!
— Pois sim, mas derreteram-se todos.
Certa vez iam três malucos pela Avenida da República abaixo; quando chegaram ao Marquês de Pombal, um deles disse para irem empurrar a estátua. Os outros concordaram e lá começaram a empurrar. Tanto empurraram, que já estavam cheios de calor e resolveram despir os casacos. Despiram-nos e puseram-nos à beira do passeio. Passou por lá um sujeito e tirou-lhos. Claro que eles estavam todos entretidos a empurrar a estátua, e nem deram por isso.
Ao fim de uma hora de estarem a empurrar, um deles diz:
— Ó pá, isto parece que não anda!
— Anda, sim senhor; eu já nem vejo os casacos!