Na Boa-Hora, no 3.° Distrito Criminal, é julgado um rapaz de 16 anos, que já conta no seu activo nada mais nada menos de vinte e quatro prisões.
O juiz, repreensivo, antes de ler a sentença:
— Eu não lhe disse, a última vez que se apresentou diante de mim, que não queria tornar a vê-lo?
O réu, justificando-se:
— Disse, sim, senhor juiz. Mas por mais que eu o repetisse aos polícias que me prenderam, nenhum me quis acreditar…
O réu:
— Não, senhor juiz. A gente não se denuncia uns aos outros. Semos gatunos, é verdade, mas semos camaradas uns prós outros.
O juiz:
— Semos, ou somos?
O réu:
— Ah! Então o senhor doutor juiz também é!
Já na consulta, a psicóloga pega numa folha de papel em branco, desenha duas rectas paralelas e pergunta ao Joãozinho:
– O que te faz lembrar esse desenho, Joãozinho?
– É um casal a fazer 69!
A médica, noutra folha de papel, desenha um triângulo.
– E agora? – pergunta ela.
– São dois homens a fazer sexo com a mesma mulher!
A psicóloga chama o pai do Joãozinho a um canto e comenta:
– Realmente, o seu filho tem uma obsessão por sexo… Eu mostrei-lhe estes desenhos e ele disse…
– Ele tem obsessão por sexo? – Interrompe o pai. Quem foi que desenhou essa pouca vergonha toda?
No tribunal de Esponde comparece a responder, por crime de fogo posto numa arribana, um campónio que tinha tanto de perversidade como de insolência.
O juiz pergunta-lhe:
— O réu é casado?
O réu, com um sorriso sarcástico:
— Porquê? O senhor juiz tem alguma filha solteira?
– E agora o que fazemos?
– Saltamos pela janela!
– Mas estamos no 13º andar!
– Este não é o momento para superstições!
Você sabe o porque de só 10% dos homens vão para o céu? Porque se fossem todos ia ser o inferno.
— E então você arrisca a vida, a liberdade, o futuro, só para roubar três notas de cem escudos da gaveta?
— O senhor doutor tem muita razão. Mas que quer?… não havia lá mais!
Um indivíduo que foi testemunha de um feroz assassinato, cometido na via pública, é interrogado pelo juiz:
— E porque não acudiu, ao ouvir os gritos da vítima?
— Porque… senhor juiz, mais vale ser cobarde por cinco minutos, que defunto por toda a vida!
O sobrinho de um cardeal diz:
— Isso não é nada. O meu tio é tão ilustre que todos lhe chamam eminência.
Diz o outro:
— Olha que grande coisa! O meu pai, só por ser gordo, quando passa na rua toda a gente exclama: meu Deus!
No tribunal da Guarda.
O juiz ao réu: Qual a sua profissão?
O réu, com simplicidade: — Não tenho nenhuma. Ando por aí, a circular.
O juiz, para o escrivão: — Faça favor de tomar nota que este indivíduo é retirado da circulação por sessenta dias.
Um velho de setenta anos, ouvindo ler a sentença que o condenava a vinte anos de trabalhos forçados, exclamou comovido:
— Oh! Obrigado, senhor juiz, mil vezes obrigado. Eu não esperava viver tanto tempo!
Juiz: Tem alguma coisa a dizer, em matéria de circunstâncias atenuantes?
O réu: Sim, senhor juiz. Desejo que V. Ex. tome em consideração a mocidade e a inexperiência do meu advogado.
– Doutor Carlos, o senhor esqueceu a porta da sua garagem aberta.
Ele fechou rapidamente o zíper e, apreciando a criatividade da moça, perguntou cheio de malícia:
– Dona Ana, por acaso a senhora viu a minha Ferrari vermelha?
– Não, senhor. Tudo o que eu vi foi um fusquinha antigo e desbotado, com os dois pneus traseiros totalmente despejados…
O juiz:
— Então o senhor abusou da confiança do seu patrão?
O réu:
— Não, senhor juiz. Eu não abusei, porque o meu patrão nunca teve confiança em mim.
R: Hóstioporose!
Juiz: O réu é acusado de ter encontrado a vítima numa rua escura, tê-la agredido e roubado tudo excepto o relógio de ouro que tinha com ela. Tem alguma coisa a dizer?
Réu: Ele levava um relógio de ouro, senhor doutor juiz?
Juiz: Pois levava.
Réu: Então, eu alego alienação mental.