-Não minha senhora, mas se desejar, arranjam-se algumas.
-Não minha senhora, mas se desejar, arranjam-se algumas.
— De que se queixa? — pergunta o médico.
— A verdade é que não sei… Trabalho como um burro, canso-me como um cão, durmo como uma marmota, como como um lobo…
— Está enganado nesta casa. O senhor deve consultar um veterinário.
O veterinário detestava o médico do bairro mas como estava doente e não tinha outra escolha foi consultá-lo de muito má vontade.
— Eu, quando trato dos meus pacientes, sou obrigado a descobrir a doença sem fazer nenhuma pergunta. Experimente fazer o mesmo.
O médico concordou e depois de fazer um exame cuidadoso, sentou-se para redigir a receita.
— Tome estes remédios. Se dentro duma semana o senhor não tiver melhorado, sinto muito. Vamos ter de abatê-lo.
Numa rua do Porto, uma mulher encontra uma amiga que traz um grande colar de supositórios ao pescoço.
— Ouve lá, minha querida, que andas tu a fazer com isso?
— A culpa é do médico — responde a outra —, disse-me que suspendesse o tratamento…
O médico para o vendedor de gelados:
Porque é que os alentejanos tem pimenta em cima da televisão? Para verem filmes picantes!
— Meu caro senhor — diz o psiquiatra ao cliente —, o seu caso é simples: o senhor tem dupla personalidade. São cem euros pela consulta.
— Aqui tem cinquenta, senhor doutor. O que falta, o outro que pague.
Às três da manhã, o telefone toca em casa de um médico.
— Está — ouve-se uma voz angustiada. — É Durand quem está ao telefone; sabe quem é, não sabe, doutor? É o seu fiel cliente Durand!…
— Sim, sim… E o que houve?
— Calcule, doutor, que estou em minha casa com um enorme grupo de amigos; passou-se uma bela noite — festejávamos o meu aniversário —, mas o estado de saúde de um dos meus amigos inquieta-me bastante. Ele não está bom…
— E o que vê: elefantes, ou outros animais do mesmo género?
— Não, não! E aí é que está o drama: a sala está cheia de elefantes cor-de-rosa e ele afirma que não vê um único!…
— Doutor, é verdade que o senhor dá uma comissão a quem lhe arranjar um novo doente?
— É, sim. Mas onde está o doente?
— Sou eu, doutor.
O psiquiatra estava a aconselhar o homem infeliz.
— Arranje uma rapariga que tenha os seus gostos — disse ele.
— Oh, doutor — protestou o cliente. — Para que quero eu uma rapariga que goste de assobiar às outras?
— Caro senhor, eu sou o melhor psiquiatra do país e, por isso, também o mais caro. A minha consulta custa duzentos euros. Por esta quantia, o senhor pode fazer-me duas perguntas.
— Duzentos euros e duas perguntas só?! — diz o doente.
— O senhor não acha que é um bocado caro, doutor?
— Talvez… talvez… Qual é a sua segunda pergunta?