Etiqueta: restaurante

Num restaurante, um cliente diz para o empregado:
— Quando penso que há oito dias que estou de férias nesta terra!… Lamento muito não ter vindo aqui, logo no primeiro dia da minha chegada.
— O senhor está a lisonjear a nossa casa — replica o empregado.
— Não, não — rectifica o cliente — Queria dizer que melhor era ter comido este peixe, há oito dias, do que hoje ao almoço.

Certo gastrónomo levou a família, num domingo, para jantar fora. Tinha telefonado para o restaurante, na véspera, encomendando um pato assado especial. Quando entrou com a família, exibia um largo sorriso de orgulho. A empregada trouxe o pato assado que, a julgar pela aparência, parecia estar um pitéu delicioso. Mas as aparências enganam. A faca não conseguia cortá-lo e o garfo entortou em vez de nele penetrar. Indignado, chamou a empregada e ordenou:
— Leve de volta esse pato e diga ao cozinheiro que ele sabe onde pode enfiá-lo.
Ela obedeceu, mas pouco depois voltou à mesa:
— O senhor vai ter de esperar. Há duas galinhas assadas e um bife grelhado que estão à sua frente.

João tinha falado aos amigos no delicioso bife que comera, no dia anterior, num restaurante do Rossio. Eles decidiram ir lá para verem se o bife era tão grande e delicioso como o João dizia. Mas, com grande desapontamento deles, o criado trouxe-lhes os bifes mais finos que jamais tinham vislo.
— Ouça — balbuciou João. — Eu vim cá ontem e serviram-me um bom bife e hoje, que trago os meus amigos, servem um tão pequeno.
— Sim, senhor. Mas ontem o senhor estava sentado na mesa junto da montra.

Um casal vai almoçar a um restaurante razoável. Depois da refeição, ele chama pelo empregado:
— Desculpe, pode trazer-me um bom e duro palito?
— Com certeza! — respondeu o empregado.
De regresso, o empregado entrega o palito ao cliente, que o interroga:
— Desculpe, porque considera este palito bom e duro?
— Porque já quatro clientes se serviram dele e ainda não se partiu!

Um tipo só tinha quatro euros no bolso. Estava com muita fome entrou num restaurante e pediu a lista. Percorreu todas as opções: do bife mignon, a dez euros, foi descendo… bife com batatas fritas a oito euros, esparguete a seis euros, canja de galinha a cinco euros.
— Bolas! — disse ele. — Não tenho dinheiro nem para comer o prato mais barato!
Chamou o empregado:
— Não existe um prato a quatro euros? É tudo que eu tenho!
— Um momento, eu vou falar com o dono. Daí a pouco voltou e disse:
— Falei com o dono e ele autorizou-me a oferecer-lhe o nosso prato alternativo.
— E qual é?
— Canja de papagaio — disse o empregado.
— Nunca ouvi falar nisso!
Como a fome era muita, mandou vir. Nesse momento, sentiu um puxão nas calças, por debaixo da mesa: era o papagaio, que disse:
— Pede a de galinha que eu entro com o euro que falta.

Um tipo entrou num restaurante e pediu o jantar. O jantar foi servido e era apetitoso, de maneira que o homem começou a comer todo satisfeito. Nessa altura ouviu um cliente noutra mesa gritar com mau modo ao empregado:
— Faça favor de desligar o ar condicionado, que não se pode aqui estar com um frio destes!
O empregado respondeu-lhe com a maior cortesia que ia desligar imediatamente o ar condicionado. No entanto, cinco minutos mais tarde, o outro voltou ao ataque:
— Esta sala é um forno! Parece impossível deixarem fazer um restaurante num sítio assim! Se não volta a ligar o ar condicionado, vou-me embora!
O empregado voltou a concordar amavelmente com o cliente, que, cinco minutos mais tarde, voltou a reclamar:
— Escusava era de ter deixado o ar condicionado outra vez no máximo!
Quando pediu a conta, o primeiro cliente perguntou ao emprega do:
— Ouça lá, porque não o manda à fava?
— Quero lá saber — respondeu o outro encolhendo os ombros —, nós nem sequer temos ar condicionado…

Na cozinha de um grande hotel havia por toda a parte, em sítios muito visíveis, enormes letreiros com avisos aos empregados:
«Lembre-se de que trabalha com alimentos! Lave as mãos sempre que for à casa de banho!»
Um dia o dono do hotel viu dois empregados que saíam da casa de banho a apertar as braguilhas.
— Lavaram as mãos? — perguntou-lhes ele um bocado desconfiado.
— Não — disse um. — Nós agora vamos almoçar…

O criado de mesa traz as duas doses de peixe frito na mesma travessa. Uma das pescadas é quase o dobro da outra.
— Serve-te, não faças cerimónia.
— Pronto.
— Deixa-me dizer-te que não foste muito delicado!
— Porquê? Se fosses tu a servir-te primeiro tiravas a mais pequena e deixavas-me a maior?
— Pois claro. A boa educação fica bem a toda a gente.
— Pois o que eu fiz vem a dar na mesma: deixei-te a mais pequena. Não tens nada que dizer.

São sete horas da manhã. Um homem volta para casa e encontra a mulher à sua espera.

– Então Super-homem, estamos a chegar um bocado tarde…
- Eu explico. Lamento, mas estive com clientes…

– E estiveste a negociar toda a noite, até às sete da manhã, não foi, Super-homem?

– Deixa-me falar, se faz favor: arranjei novos clientes lá para a empresa, fomos comer a um restaurante fino e…

– E isso até às sete da manhã, não foi, Super-homem? Achas que sou parva?

– Bem, depois fomos a um bar até às três da manhã beber qualquer coisa…

– Até às três, Super-homem? E até às sete?

– Hã… Depois fomos a um espectáculo com dançarinas, mas eu só estive a ver… Nem tinha interesse, nem nada…

– Pois, Super-homem, achas mesmo que eu nasci ontem… Só olhaste e ficaste sossegadinho, não foi, Super-homem?

– Deixa-me explicar … Mas, por que razão não paras de me chamar Super-homem?

- Porque só o Super-homem é que usa as cuecas por cima das calças…