Etiqueta: criança

O homem chega tarde à pensão e o amigo diz-lhe que os quartos estão todos ocupados.

  • Olha: só o que posso fazer é deixar-te dormir no quarto da minha miúda. Não há mal… a miúda tem nove anos. Ficas tu na caminha dela e ela dorme no divã.

Assim foi. Mal o homem se deita, diz-lhe a miúda:

  • Se o senhor me dá cem mil réis, faço-lhe uma coisa com a mão.
  • Ó menina tenha juízo. Você é muito criança para falar em coisas dessas.
  • Se me der duzentos mil réis, faço-lhc uma coisa com as duas mãos.
  • Deixe-se disso, menina. Durma, e cale-se com essa parvoíces.
  • Se me der quinhentos mil réis, faço-lhe uma coisa com as duas mãos e com a boca.
  • Ai, que eu vou dizer ao seu pai… Mas, já agora, sempre quero ver o que é. Aqui estão quinhentos escudos.

Então a miúda mete os polegares nos cantos da boca, os indicadores abaixo dos olhos, aproxima tanto quanto pode os olhos dos beiços, fica com uma careta horrível e grita: Ah! Ah! Ah! Ah! Pega na nota e guarda-a.

Os três filhos da senhora Durand vão ter com ela, alguns dias antes das festas do fim do ano.

  • Diz, mamã – pergunta o mais velho -, que gostarias que te dessem pelo Natal?
  • Pois, bem – disse a senhora Durand, depois de ter reflectido um pouco -, gostaria de ter três rapazinhos muito ajuizados!
  • Pronto! – exclama então o mais pequeno – deste modo, seremos seis!

Três mulheres entram na maternidade, sendo uma delas cigana.
Nasce o filho da 1.ª, o médico dá-lhe uma palmada no rabito e o bebé desata a chorar.
Com a 2.ª mulher, a situação é igual.
Quando nasce o ciganito, em vez de 1, a criança apanha 5 palmadas.
No dia seguinte, a cigana indignada pergunta ao médico:
– Sr. Doutor, porque é que o Sr. aos outros bebés só deu 1 palmada e o meu levou 5?!
– Minha senhora, se ele não me largasse o relógio ainda apanhava mais.

Haviam três meninos que eram: O Luisinho, o Zezinho e o Joãozinho! O Luisinho era o menino rico, o Zezinho era o remediado e o Joãozinho era o pobre.
Um dia – andavam todos três na escola -, um dia o professor perguntou ao Luisinho:

  • Atão, Luisinho, o que é que tu fazes quando chegas a casa?
  • Ó sôr professor, eu, quando chego a casa vou fazer as minhas coisas, depois arrumo os meus livrinhos, depois agarro um bocado de pão com marmelada e vou brincar!
  • Atão e à noite?
  • À noite, sento-me num sofá e vou ver televisão!
  • Muito bem!

Chegou a vez do Zezinho: – Atão e o Zezinho? O que é que o Zezinho faz?

  • Ó sôr professor, chego a casa, faço as minhas coisas, arrumo os meus livros e agarro um bocado de pão com margarina — como era mais pobre, tinha margarina.
  • E à noite? — perguntou o professor.
  • À noite ouço a rádio! – como eram mais pobres só tinham rádio! Chegou a vez do Joãozinho.
  • Atão e o Joãozinho?
  • Ó sôr profesor, eu chego a casa, mando a mala p’a um canto, agarro num bocado de pão, e depois, à noite…
  • Mas à noite o quê?
  • À noite… como nós somos pobres, sentamos à lareira, o mê pai dá peidos e nós rimo-nos!