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No consultório de um conhecido advogado de Lisboa apresenta-se um indivíduo que tem uma questão pendente no tribunal da Boa-Hora, em que ele é queixoso. Trata-se dum caso de difamação, começando ele por declarar ao advogado que está disposto a gastar toda a sua fortuna para obter que a Justiça castigue o difamador.
— Muito bem! — exclamou o advogado. Diga-me, então, quais as palavras de que o réu se queixa.
O cliente: Disse que me desafiava a encontrar um maior ladrão e mentiroso do que eu.
— E o que lhe respondeu o senhor?
— Que vinha procurar o meu advogado.

Numa comarca da Louisiana, o tribunal ocupa-se de uma causa, cujo advogado não goza das boas graças do juiz. Resumia o juiz os factos principais quando um burro, na vizinhança, zurrou descompassadamente.
— O que é isto? — perguntou o juiz, aborrecido.
— Nada, senhor — respondeu o advogado — É o eco da voz de Vossa Senhoria.
Não respondeu o juiz, mas pouco depois a casualidade veio em seu auxílio.
Quando o advogado refutava acaloradamente certas observações do juiz, tornou o burro a zurrar com tal força que não se ouvia a voz do advogado.
Então, o juiz disse com toda a gravidade:
— Cale-se um de vocês, se querem ser ouvidos, porque falando os dois ao mesmo tempo é impossível.

Um casal jovem e apaixonado morre num acidente na véspera do casamento. Chegando ao Paraíso, pedem a Deus para se casarem lá mesmo. O Senhor responde:
— Esperem cinco anos e, se vocês ainda quiserem casar-se, daremos um jeito.
Passaram-se cinco anos, e o casal continua com a firme intenção de casar. Vão outra vez à presença do Senhor e repetem o pedido. O Senhor, mais uma vez, responde:
— Infelizmente, vocês vão ter de esperar mais cinco anos.
Passados mais cinco anos, finalmente, a resposta esperada:
— Okay, podem casar. Teremos uma bela cerimónia este sábado na capela celeste.
Poucos meses depois, o casal já se quer separar. Vão à presença do Senhor, que ouve o pedido. E diz:
— Demorei dez anos para arranjar um padre aqui no Paraíso. Vocês têm ideia de quanto tempo vai levar para arranjar um advogado?

Numa noite de neblina, numa estrada, um automóvel dirigido por um médico chocou com outro, guiado por um advogado. Nenhum dos dois sabia precisar de quem fora a culpa, mas, como estivessem ainda aturdidos e nervosos pelo acidente, o advogado tirou uma pequena garrafa de uísque do porta-luvas do seu carro e ofereceu um trago ao médico.
O doutor, com mãos trémulas, pegou na garrafa e bebeu. Depois, passou-a ao advogado:
— O senhor não vai também beber um pouco para acalmar os nervos?
— Claro que vou — disse o advogado. — Mas só depois de a Brigada de Trânsito chegar.

O Instituto Pasteur anunciou que não vai usar ratos em experiências médicas. No lugar dos ratos utilizará advogados. Houve três razões para tomar esta decisão:
1. Existem no momento mais advogados do que ratos.
2. Os pesquisadores não ficam tão ligados emocionalmente aos advogados como aos ratos.
3. Há certas coisas que nem os ratos fazem.

O advogado recebe no escritório um cliente preocupado com seu processo:
— Doutor, se eu perder este caso, estou arruinado.
— Tudo depende do juiz… — diz o advogado.
— Se eu desse um presentinho ao juiz, isso ajudaria?
— Não! Este juiz é muito ético e consciente. Se lhe der um presente, só irá prejudicar-se! Nem pense nisso!
Passado algum tempo, sai a sentença: a favor do cliente. Este procura o advogado e diz:
— Obrigado pela dica sobre o presentinho, funcionou!
— Mas como? Se você tivesse enviado o presente, teríamos perdido a causa!
— Mas eu mandei o presente… Foi por isso que a ganhámos.
— Você está louco? Como?
— Bem, eu mandei o presente e, dentro da caixa, coloquei um cartão-de-visita do nosso adversário.