— Que conta enorme é essa que estás a fazer?
— Estou a somar os números de todos os telefones da lista.
— Para quê?
— Porque depois marco o número que der a soma e respondem todos os telefones ao mesmo tempo.
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Anedota
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Anedota
Dois loucos no comboio:
— Já viste como os postes andam depressa? — pergunta um deles.
— Vi. No regresso vimos de poste! -
Anedota
No pátio do hospício há um louco que ri sozinho. Outro aproxima-se e diz-lhe:
— O que te faz rir tanto?
— Bom, eu conto anedotas a mim mesmo e acabo de contar-me uma que ainda não conhecia! -
Anedota
Dois loucos passeiam junto a um campo de nudistas. Um diz ao outro:
— Baixa-te para eu subir para as tuas costas e ver o que se passa para lá do muro.
Passado um momento, o de baixo pergunta:
— O que estás a ver?
— Uma porção de gente em pêlo!
— Homens ou mulheres?
— Não sei. Não estão vestidos. -
Anedota
Um passeante à beira de um lago vê um homem a espetar no chão, à volta de sua casa, bandeirinhas aos quadrados pretos e brancos. Pergunta:
— O senhor desculpe, não quero ser indiscreto… mas pode dizer-me porque está a fazer isso?
— Estou a pôr estas bandeiras para impedir as girafas de entrarem no meu espaço.
— Girafas? Mas nunca se viram girafas por aqui?!
— Claro que não, porque eu pus as bandeirinhas. -
Anedota
No manicómio, uma visita diz a um doente:
— Não pensava que houvesse assim tanta gente doida.
— Tanta? — responde o doido. Aqui está só o estado-maior. O grosso da coluna anda todo lá fora. -
Anedota
O papagaio fugiu ao dono, e empoleirou-se numa árvore difícil de trepar. Junta-se gente (em Lisboa é sempre assim, por qualquer coisinha), mas só um indivíduo, meio doido, se sente capaz de subir até onde está o pássaro. Perante a expectativa, subiu, rasgou-se, esteve junto do papagaio, tocou-lhe, desceu tranquilamente e ia a afastar-se quando o dono da ave lhe pergunta, de mau humor:
- Porque é que você não apanhou o papagaio, seu homem?
- Está verde.
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Anedota
Entre malucos:
— Vende-me um litro de arame farpado:
— Queres que embrulhe, ou vai assim.
— Não interessa. É para beber já. -
Anedota
Um sujeito foi um dia visitar um hospital de doidos.
Andando a passear na cerca, encontrou um doente com quem travou conversa:
— Então, diga-me, porque veio para o hospital?
O doente respondeu:
— Olhe, meu senhor, casei com uma viúva que tinha uma filha já crescida; o meu pai casou com a minha enteada e isso fez que à minha mulher ficasse sendo sogra do seu sogro e o meu pai meu enteado; depois a minha madrasta (e filha de minha mulher) teve um filho, e essa criatura, está bem de ver, era meu irmão, porque era filho do meu pai, mas era também filho da filha de minha mulher, e portanto a minha madrasta ficou sendo irmã do meu filho e também sua avó, porque ele era filho do seu enteado, e o meu pai cunhado do meu filho, porque a irmã dele era a minha mulher e eu sou irmão do meu próprio filho que também é filho da minha avó; eu sou cunhado da minha madastra e minha mulher é tia do seu e meu próprio filho; meu filho é sobrinho do meu pai e eu sou avô de mim mesmo.
Aqui tem a razão por que eu aqui estou… -
Anedota
No manicómio um internado entrega a outro a lista dos telefones.
— É para tu apreciares, quando puderes. É um romance que eu escrevi. Depois dás-me a tua opinião.
— Já li. Levei a noite inteira com isso. Não acho desengraçado. Mas, se não te parece mal a minha opinião, o único defeito é ter personagens a mais. -
Anedota
No manicómio estão a servir o primeiro almoço. Um dos loucos diz à enfermeira:
— Menina Adélia, pode dar-me um torrão de açúcar?
— Mas eu dei-lhe seis!
— Pois sim, mas derreteram-se todos. -
Anedota
Certa vez iam três malucos pela Avenida da República abaixo; quando chegaram ao Marquês de Pombal, um deles disse para irem empurrar a estátua. Os outros concordaram e lá começaram a empurrar. Tanto empurraram, que já estavam cheios de calor e resolveram despir os casacos. Despiram-nos e puseram-nos à beira do passeio. Passou por lá um sujeito e tirou-lhos. Claro que eles estavam todos entretidos a empurrar a estátua, e nem deram por isso.
Ao fim de uma hora de estarem a empurrar, um deles diz:
— Ó pá, isto parece que não anda!
— Anda, sim senhor; eu já nem vejo os casacos! -
Anedota
Havia um maluco que dizia que já estava bom e o director lá da casa onde ele estava mandou-o chamar para ver se ele estava memo bom! Chamou-o:
— Bom, você vai-se embora e o que é que vai fazer quando chegar lá fora?
— Ah! Eu, quando chegar lá fora, compro uma fisga e vou aos pássaros!
— Pssst: Lá pra dentro, que isso não é para andar na rua!
Chamou-o uma porção de vezes e ele dizia sempre a mesma coisa! Até que chamou-o um dia:
— Bom, você vai-se embora e o que é que vai fazer quando chegar lá fora?
— Bem, eu, quando chegar lá fora vou arranjar uma mulher!
— Sim senhor, assim é que é! Começar a vida! Atão e depois, o que é que faz?
— Depois vou despi-la!
— Sim, senhor, muito bem! E depois? — O Director já estava a ficar enrolado!
— Depois tiro-lhe a camisa!
— Sim, sim, sim, sim, sim, sim! E depois? E que mais?
— Depois tiro-lhe as calças!
— Ah! Muito bem! E que mais?
— Depois tiro-lhe o soutien!
— Muito bem! E que mais?
— Depois tiro-lhe as cuecas!
— Sim, senhor! E que mais?
— Depois tiro-lhe as meias!
— E que mais? E que mais?
— Depois tiro-lhe as ligas, faço uma fisga e vou aos pássaros! -
Anedota
No manicómio, um grupo de dez ou doze loucos brinca aos comboios. Põem-se em bicha, correm, apitam, param na hipotética estação, retomam a marcha ao som do apito.
Ao cabo de uma hora, outro internado, que assiste ao espectáculo, grita:
— Quando acabam com isso?
— Porquê? Incomoda-te o barulho?
— Não, mas incomoda-me o fumo. -
Anedota
— Senhor doutor: o meu irmão está tarado: julga-se uma galinha!
— Pois então — diz o médico —, trate de o internar.
— Não posso. Preciso muito dos ovos. -
Anedota
No hospital dos doidos um internado desata a correr pelos corredores, e atrás dele vai toda a gente que o vê correr: enfermeiros, médicos, serventes. O doido corre e vai gitando:
— Estou podre! Estou podre! Estou podre!
Chegando ao fundo de um corredor sem saída, parou. Quando os perseguidores chegaram ao pé dele, o doido, com as lágrimas nos olhos, metia o dedo no cú, cheirava, tornava a meter o dedo no cú, tornava a cheirar, e continuava:
— Estou podre! Estou podre!

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