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Um homem sem os dois braços chegou ao balcão do bar e pediu:
— Sirva-me uma cerveja.
— Perfeitamente — disse o barman, e encheu um copo de cerveja ao freguês.
— Queira desculpar — falou o aleijadinho —, mas não tenho os dois braços. Quer ter a gentileza de segurar o copo para que eu possa beber?
— Com todo o prazer — e o barman segurou o copo na posição adequada.
— Agora, será que pode tirar o lenço do bolso das minhas calças e limpar a espuma dos meus lábios?
Novamente, o barman atendeu-o.
— E do bolso esquerdo das calças pode pegar no dinheiro para pagar a cerveja?
O barman tirou o dinheiro, registou na caixa e colocou o troco no bolso das calças do aleijadinho, que logo desabafou:
— É duro ser assim aleijado. Fico sempre encabulado por ter de pedir às pessoas para fazerem as coisas para mim. Por falar nisso, onde fica a casa de banho?
— Não temos — apressou-se a dizer o barman.

— Abandonar o navio — berrou o capitão, apavorado, enquanto o navio se afundava. — Mulheres e crianças primeiro! Um passageiro, com lágrimas nos olhos e que tinha mulher e seis filhos a bordo, aproxima-se e diz:
— Como o senhor é humanitário, corajoso, destemido!
— Se os tubarões já estiverem de barriga cheia, não vão querer saber da gente, meu caro senhor!

Um cientista, que procurava sempre a máxima exactidão, viajava num comboio com um amigo quando este, apontando para uns carneiros que pastavam num prado, lhe observou:
— Olha, aqueles carneiros acabaram de ser tosquiados.
O cientista examinou o rebanho, reflectiu e depois observou:
— Sim, pelo menos deste lado.

— Cinco euros por um sumo de laranja — diz um cliente ao director de um hotel — é um roubo! Nem eu, nem a minha mulher o bebemos.
— Meu caro senhor, o sumo esteve todos os dias à sua disposição no quarto. Não tenho culpa que não o tenha tomado.
— Ai, é? Nesse caso queira abater na conta cinquenta euros pelo beijo que o senhor deu à minha mulher todos os dias.
— Eu, meu caro senhor?! Eu?! — diz o director, indignado — Nunca me passaria pela cabeça dar um beijo a sua mulher.
— Que importa? Ela esteve todos os dias à sua disposição. Não tenho culpa que não a tenha beijado.

Um domador procura um substituto. Interroga vários pretendentes até que se decide por um.
— Veja o que tem a fazer.
Entra na jaula e, logo a seguir, a sua ajudante, uma mulher lindíssima, coberta por uma capa. Depois surge um enorme leão, que solta um rugido aterrador.
A mulher entreabre a capa, o animal aproxima-se dela e começa a lamber-lhe as pernas.
— Acha que é capaz de fazer a mesma coisa? — pergunta o domador ao candidato.
— Claro que sim, desde que o senhor tire de lá o leão.