Era muito velho o homem. Andava quase pelos noventa. Havia tempos que lhe doía uma perna. Foi consultar o médico e explicou-lhe o caso.
— Essa dor que sente é consequência da idade — disse-lhe o médico.
— Qual idade, qual carapuça! — replicou o velho, com aborrecimento — A outra perna tem a mesma idade desta e não dói nada.
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No posto médico de urgência entra um homem que se dirige ao médico de serviço: Senhor doutor, eu…
— Entre para ali e dispa-se.
— Ó senhor doutor, mas é uma coi…
— Entre para ali e dispa-se.
— Ó senhor doutor, mas é só…
— Entre para ali e dispa-se.
O homem não teve outro remédio, entrou e já lá encontrou mais de uma dúzia de indivíduos, todos nús; encara os outros, e desabafa:
— Este médico parece que é maluco. Eu vinha só para tirar uma areia que me entrou para um olho, e ele manda-me entrar para aqui a despir-me!
— Inda isso não é nada, amigo! Imagine você que eu vim só para entregar um telegrama! -
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Uma senhora para o médico:
— Observe a minha língua, doutor, e diga-me o que preciso…
— Descanso, minha senhora, muito descanso. -
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O médico ausculta um cliente.
— Não sei bem o que o senhor tem. Deve ser do álcool.
— Não tem importância — diz o cliente —, voltarei quando o senhor estiver mais sóbrio!… -
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O médico:
— Pronto, aqui tem a receita. Passe pela primeira farmácia e mande aviar os comprimidos para tomar logo a seguir às refeições.
O doente:
— Pois sim, senhor doutor. Mas onde é que eu avio as refeições? -
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O médico: — Posso gabar-me de que, felizmente, não tenho um só inimigo neste mundo!
O outro médico: — E no outro? -
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Um conhecido médico operador, para um cliente:
— O senhor poderá viver mais dois anos se eu o operar. O doente:
— E quantos mais poderei viver se não consentir que me opere? -
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— Prefiro morrer, a ser operada, senhor doutor.
— Calma, minha senhora. Calma. Uma coisa não impede a outra. -
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— Mandem chamar o coveiro. Sinto que vou morrer.
— O coveiro? Vamos mas é chamar o médico.
— Não. Eu não gosto de dar dinheiro a intermediários. -
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O médico para o doente:
— Consultou algum outro médico antes de vir aqui?
— Não, senhor doutor. Apenas o farmacêutico.
— E que disparate é que ele lhe mandou fazer?
— Mandou-me vir consultá-lo. -
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Numa rua do Porto, uma mulher encontra uma amiga que traz um grande colar de supositórios ao pescoço.
— Ouve lá, minha querida, que andas tu a fazer com isso?
— A culpa é do médico — responde a outra —, disse-me que suspendesse o tratamento… -
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O médico para o vendedor de gelados:
- O que é que você tem?
- Coco, morango, abacaxi e chocolate.
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— Meu caro senhor — diz o psiquiatra ao cliente —, o seu caso é simples: o senhor tem dupla personalidade. São cem euros pela consulta.
— Aqui tem cinquenta, senhor doutor. O que falta, o outro que pague. -
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Às três da manhã, o telefone toca em casa de um médico.
— Está — ouve-se uma voz angustiada. — É Durand quem está ao telefone; sabe quem é, não sabe, doutor? É o seu fiel cliente Durand!…
— Sim, sim… E o que houve?
— Calcule, doutor, que estou em minha casa com um enorme grupo de amigos; passou-se uma bela noite — festejávamos o meu aniversário —, mas o estado de saúde de um dos meus amigos inquieta-me bastante. Ele não está bom…
— E o que vê: elefantes, ou outros animais do mesmo género?
— Não, não! E aí é que está o drama: a sala está cheia de elefantes cor-de-rosa e ele afirma que não vê um único!… -
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— Doutor, é verdade que o senhor dá uma comissão a quem lhe arranjar um novo doente?
— É, sim. Mas onde está o doente?
— Sou eu, doutor. -
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O psiquiatra estava a aconselhar o homem infeliz.
— Arranje uma rapariga que tenha os seus gostos — disse ele.
— Oh, doutor — protestou o cliente. — Para que quero eu uma rapariga que goste de assobiar às outras?

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