Com as etiquetas: maluco Mostrar/esconder comentários | Atalhos de teclado

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    1702 dias · maluco   
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    Um passeante à beira de um lago vê um homem a espetar no chão, à volta de sua casa, bandeirinhas aos quadrados pretos e brancos. Pergunta:
    — O senhor desculpe, não quero ser indiscreto… mas pode dizer-me porque está a fazer isso?
    — Estou a pôr estas bandeiras para impedir as girafas de entrarem no meu espaço.
    — Girafas? Mas nunca se viram girafas por aqui?!
    — Claro que não, porque eu pus as bandeirinhas.

     
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    1702 dias · maluco   
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    No manicómio, uma visita diz a um doente:
    — Não pensava que houvesse assim tanta gente doida.
    — Tanta? — responde o doido. Aqui está só o estado-maior. O grosso da coluna anda todo lá fora.

     
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    1703 dias · maluco   
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    O papagaio fugiu ao dono, e empoleirou-se numa árvore difícil de trepar. Junta-se gente (em Lisboa é sempre assim, por qualquer coisinha), mas só um indivíduo, meio doido, se sente capaz de subir até onde está o pássaro. Perante a expectativa, subiu, rasgou-se, esteve junto do papagaio, tocou-lhe, desceu tranquilamente e ia a afastar-se quando o dono da ave lhe pergunta, de mau humor:

    • Porque é que você não apanhou o papagaio, seu homem?
    • Está verde.
     
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    1704 dias · maluco   
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    Entre malucos:
    — Vende-me um litro de arame farpado:
    — Queres que embrulhe, ou vai assim.
    — Não interessa. É para beber já.

     
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    1704 dias · maluco   
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    Um sujeito foi um dia visitar um hospital de doidos.
    Andando a passear na cerca, encontrou um doente com quem travou conversa:
    — Então, diga-me, porque veio para o hospital?
    O doente respondeu:
    — Olhe, meu senhor, casei com uma viúva que tinha uma filha já crescida; o meu pai casou com a minha enteada e isso fez que à minha mulher ficasse sendo sogra do seu sogro e o meu pai meu enteado; depois a minha madrasta (e filha de minha mulher) teve um filho, e essa criatura, está bem de ver, era meu irmão, porque era filho do meu pai, mas era também filho da filha de minha mulher, e portanto a minha madrasta ficou sendo irmã do meu filho e também sua avó, porque ele era filho do seu enteado, e o meu pai cunhado do meu filho, porque a irmã dele era a minha mulher e eu sou irmão do meu próprio filho que também é filho da minha avó; eu sou cunhado da minha madastra e minha mulher é tia do seu e meu próprio filho; meu filho é sobrinho do meu pai e eu sou avô de mim mesmo.
    Aqui tem a razão por que eu aqui estou…

     
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    1705 dias · maluco   
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    No manicómio um internado entrega a outro a lista dos telefones.
    — É para tu apreciares, quando puderes. É um romance que eu escrevi. Depois dás-me a tua opinião.
    — Já li. Levei a noite inteira com isso. Não acho desengraçado. Mas, se não te parece mal a minha opinião, o único defeito é ter personagens a mais.

     
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    1705 dias · maluco   
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    No manicómio estão a servir o primeiro almoço. Um dos loucos diz à enfermeira:
    — Menina Adélia, pode dar-me um torrão de açúcar?
    — Mas eu dei-lhe seis!
    — Pois sim, mas derreteram-se todos.

     
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    1706 dias · maluco   
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    Certa vez iam três malucos pela Avenida da República abaixo; quando chegaram ao Marquês de Pombal, um deles disse para irem empurrar a estátua. Os outros concordaram e lá começaram a empurrar. Tanto empurraram, que já estavam cheios de calor e resolveram despir os casacos. Despiram-nos e puseram-nos à beira do passeio. Passou por lá um sujeito e tirou-lhos. Claro que eles estavam todos entretidos a empurrar a estátua, e nem deram por isso.
    Ao fim de uma hora de estarem a empurrar, um deles diz:
    — Ó pá, isto parece que não anda!
    — Anda, sim senhor; eu já nem vejo os casacos!

     
  • Anedota Responder
    1706 dias · maluco   
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    Havia um maluco que dizia que já estava bom e o director lá da casa onde ele estava mandou-o chamar para ver se ele estava memo bom! Chamou-o:
    — Bom, você vai-se embora e o que é que vai fazer quando chegar lá fora?
    — Ah! Eu, quando chegar lá fora, compro uma fisga e vou aos pássaros!
    — Pssst: Lá pra dentro, que isso não é para andar na rua!
    Chamou-o uma porção de vezes e ele dizia sempre a mesma coisa! Até que chamou-o um dia:
    — Bom, você vai-se embora e o que é que vai fazer quando chegar lá fora?
    — Bem, eu, quando chegar lá fora vou arranjar uma mulher!
    — Sim senhor, assim é que é! Começar a vida! Atão e depois, o que é que faz?
    — Depois vou despi-la!
    — Sim, senhor, muito bem! E depois? — O Director já estava a ficar enrolado!
    — Depois tiro-lhe a camisa!
    — Sim, sim, sim, sim, sim, sim! E depois? E que mais?
    — Depois tiro-lhe as calças!
    — Ah! Muito bem! E que mais?
    — Depois tiro-lhe o soutien!
    — Muito bem! E que mais?
    — Depois tiro-lhe as cuecas!
    — Sim, senhor! E que mais?
    — Depois tiro-lhe as meias!
    — E que mais? E que mais?
    — Depois tiro-lhe as ligas, faço uma fisga e vou aos pássaros!

     
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    1707 dias · maluco   
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    No manicómio, um grupo de dez ou doze loucos brinca aos comboios. Põem-se em bicha, correm, apitam, param na hipotética estação, retomam a marcha ao som do apito.
    Ao cabo de uma hora, outro internado, que assiste ao espectáculo, grita:
    — Quando acabam com isso?
    — Porquê? Incomoda-te o barulho?
    — Não, mas incomoda-me o fumo.

     
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    1708 dias · maluco   
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    — Senhor doutor: o meu irmão está tarado: julga-se uma galinha!
    — Pois então — diz o médico —, trate de o internar.
    — Não posso. Preciso muito dos ovos.

     
  • Anedota Responder
    1708 dias · , maluco   
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    No hospital dos doidos um internado desata a correr pelos corredores, e atrás dele vai toda a gente que o vê correr: enfermeiros, médicos, serventes. O doido corre e vai gitando:
    — Estou podre! Estou podre! Estou podre!
    Chegando ao fundo de um corredor sem saída, parou. Quando os perseguidores chegaram ao pé dele, o doido, com as lágrimas nos olhos, metia o dedo no cú, cheirava, tornava a meter o dedo no cú, tornava a cheirar, e continuava:
    — Estou podre! Estou podre!

     
  • Anedota Responder
    1709 dias · maluco   
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    O doido, no hospital:
    — Senhor director: Já sei que estou curado e venho pedir alta.
    — Tu sabes qual era a tua mania? Sabes mesmo que estás curado?
    — Sei que tinha a mania que era milho. Mas hoje sou uma pessoa como outra qualquer.
    — Bem. Então o que é que vais fazer lá fora?
    — Senhor director… eu vou trabalhar, vou constituir família, vou fazer uma vida igual à dos outros homens.
    — E achas que já te encontras em condições de fazer uma vida normal?
    — Fique descansado, senhor director. Sinto-me completamente curado.
    — Bem. Vou-te dar alta. Aqui tens o papel assinado.
    O doido vai já à porta do gabinete, quase a sair, volta-se para trás e diz:
    — Agradecia-lhe só mais um favor.
    — O que é?
    — É que avise as galinhas, lá em baixo, no pátio, porque elas não sabem de nada.

     
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    1709 dias · maluco   
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    — Parece-me que o senhor não trabalha…
    — Não senhor… estou doido.
    — Mas… há doidos que trabalham.
    — Pois há… mas eu não estou tão doido como isso.

     
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    1710 dias · maluco   
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    O director da manicómio mostra as instalações a umas visitas e entra na sala de convívio. Uns quantos doentes, sentados, vão gritando números.
    — Quinze! — diz um, e todos riem às gargalhadas.
    — Vinte e oito! — grita outro, e riem perdidamente.
    — O que é que esses números querem dizer, para eles, que os fazem rir tanto? – pergunta um dos visitantes.
    — Estão a contar anedotas — explica o director — mas corno já todos as sabem, numeram-nas e dizem só o número de cada uma.
    — Trinta e quatro! — diz outro, rapidamente. Olham uns para os outros; ninguém ri.
    — Essa não, pá! És maluco! Essa refere-se ao senhor director. Não vês que ele está aqui a ouvir?

     
  • Anedota Responder
    1710 dias · maluco   
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    A ministra da saúde vai visitar um hospício.
    Um vez no edifício, cruza-se com um maluco que lhe diz:

    • Boa tarde. Quem é a senhora?
    • Eu sou a ministra da saúde!
    • Ai coitadinha… Mas olhe, não se preocupe que eles vão curá-la! Eu quando vim para aqui também julgava que era Napoleão e agora já estou bem!
     

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